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Brendan McDermid/Reuters
Brendan McDermid/Reuters

FBI cometeu erros graves em caso de abusos contra ginastas, aponta investigação

Relatório do Departamento de Justiça aponta lentidão para investigar denúncias contra Larry Nassar

AFP, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2021 | 07h32

O FBI cometeu erros graves e atrasos na investigação de acusações de abuso sexual contra o médico da equipe de ginástica dos Estados Unidos Larry Nassar, que depois foi condenado a mais de 100 anos de prisão, disse o Departamento de Justiça.

O gabinete do inspetor-geral desta agência publicou um resumo de sua investigação sobre a condução do caso pelo FBI, a quem apontou por não tomar medidas urgentes diante da ameaça que Nassar representava para jovens atletas. 

Altos funcionários do FBI no escritório de Indianápolis "não responderam às acusações de abuso sexual de atletas" por parte de Nassar "com a urgência que as alegações exigiam", disse o gabinete do inspetor-geral.

Entre julho de 2015, quando o FBI recebeu as primeiras acusações, até que a casa do médico foi revistada e material de pornografia infantil foi encontrado, "Nassar continuou a atender ginastas na Michigan State University, em uma escola secundária de Michigan e em um clube de ginástica de Michigan", escritório comentou. 

Em 2018, Nassar foi condenado a mais de cem anos de prisão por abusar sexualmente de mais de 100 jovens atletas ao longo de duas décadas. 

Entre suas vítimas estavam ginastas de alto nível, como Simone Biles, tetracampeã olímpica e um dos destaques da delegação dos Estados Unidos para Tóquio-2020.

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