Febre aftosa prejudica cavaleiros

O cavaleiro Rodrigo Pessoa, que está em São Paulo para assistir ao Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, neste domingo, avaliou, hoje, que este será um ano de muito prejuízo para o hipismo por causa da febre aftosa. Um total de 35 torneios, que estavam marcados entre janeiro e maio, já foram cancelados por causa da doença - os cavalos podem ser portadores e as autoridades sanitárias fecharam as fronteiras. A febre aftosa afetou a preparação de Rodrigo Pessoa, mesmo assim o cavaleiro está otimista com a chance de conquistar o inédito tetracampeonato na Copa do Mundo, de 12 a 16, em Gotemburgo, na Suécia. Sem receber salários do Vasco há seis meses - o contrato de patrocínio termina amanhã - disse que os prejuízos com a doença são ainda maiores. "Perdemos o rotina dos concursos por causa da febre aftosa, mas acredito na boa forma física do Baloubet e vou trabalhar, nesses dias que antecedem a competição." O cavalo sela-francesa Baloubet du Rouet já está na Suécia, para onde o cavaleiro segue na quinta-feira - volta para a Bélgica, no domingo, depois do GP. Rodrigo disse que só competiu três torneios com Baloubet - o resultado mais importante foi o título do GP de Milão -, mas garante que continua tendo confiança absoluta no bom desempenho do cavalo de US$ 5 milhões, mesmo depois do refugo dos Jogos Olímpicos de Sydney, o que tirou a medalha de ouro de Rodrigo. O cavaleiro disse que já não está mais procurando explicações para o passado, mas sim "pensando no futuro". As prioridades de Rodrigo, de 1,77 m e 66 quilos, são, pela ordem, o título da Copa do Mundo, o casamento com a norte-americana Kery Potter, marcado para 23 de junho, em San Diego, e voltar ao topo do ranking mundial da Federação Eqüestre Internacional (FEI) - foi eleito pelo Clube dos Cavaleiros para ajudar a reformular o ranking. "A nova fórmula é mais lógica, houve uma mexida nas regras e pontos, mas acho que posso voltar a ser o número um." O líder do ranking, o alemão Ludger Beerbaum, e o belga Ludo Phillippaerts são os principais rivais na Suécia.O outro representante brasileiro no torneio, Manoel Poladian Filho, de 21 anos, competirá pela primeira vez. Do ?professor?, Rodrigo admira a ?frieza?. A febre aftosa também afetou os planos de Manézinho de treinar na Europa. O cavaleiro seguirá diretamente para Gotemburgo, na Suécia, no dia 5. ?A pressão para mim serão as dificuldades do próprio concurso, enquanto as de Rodrigo são por resultados."

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