Fechamento de acesso ao Everest prejudica montanhistas

Decisão do Governo chinês de fechar o acesso pelo Tibete à montanha irá prejudicar expedições programadas

EFE

29 de março de 2008 | 11h51

A decisão do Governo chinês de fechar até 10 de maio o acesso pelo Tibete ao acampamento-base do Monte Everest prejudicará as expedições que já pagaram pela aventura e montaram uma logística para escalar a montanha mais alta do mundo.   Veja também:  Nepal reage a protestos sobre o Tibet e prende 84   O fato de o Nepal ter apoiado a medida e anunciado que também não permitirá o acesso pela encosta sul impôs ainda mais obstáculos aos candidatos a alcançar o topo do Everest.   Mas, apesar das dificuldades, a maior parte das expedições decidiu prosseguir com a aventura, mesmo tendo que alterar o programa de adaptação à altitude, geralmente realizado na rota que leve ao pico.   Diante do fechamento dos acessos - por conta dos preparativos para a passagem da tocha olímpica dos Jogos de Pequim -, alguns dos grupos que subiriam pelo Tibete centralizaram sua adaptação no Shisha Pangma, a única das 14 montanhas com mais de oito mil metros de altitude totalmente em território chinês. No entanto, a decisão de Pequim de também impedir o uso dessa formação deixou quase sem opções as expedições que decidiram alterar a adaptação, as quais acabaram seguindo para o Nepal, com a intenção de se prepararem no monte Pumori, com 7.145 metros de altitude.   Além de os quase 1.800 metros de diferença entre o Pumori e o Everest dificultarem a adaptação, as chuvas de monções, previstas para a segunda quinzena de maio, reduzirão bastante o tempo para a conclusão segura da escalada.   A má adaptação à altitude aumenta os riscos de acidentes entre os montanhistas, que nesta temporada terão apenas dez dias para subir os mais de três mil metros que separam os acampamentos-base chinês e nepalês do topo do Everest.

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