Federação dissidente no vôlei paulista

Cerca de 15 clubes fundam, sábado, a Federação de Voleibol do Estado de São Paulo (FVESP), uma dissidência da Federação Paulista de Vôlei (FPV). Nascida de um movimento iniciado em agosto, a entidade reflete o descontentamento de alguns clubes com a situação do esporte no Estado. O vôlei de São Paulo terá duas federações."O movimento começou quando tentamos formar uma chapa de oposição na eleição da FPV, em agosto, e não conseguimos", diz o idealizador da FVESP, Álfio Sacchi Filho. "Estamos descontentes com o quanto é caro e difícil participar dos campeonatos da FPV."O presidente da FPV, Renato Pera, desdenha da iniciativa. "Vou ignorar. Estou tranqüilo. A Confederação Brasileira de Vôlei só pode reconhecer uma federação por Estado", diz Pera que, somados dois períodos, mantém-se há 22 anos no comando da entidade e tem mandato até 2009.Segundo Álfio, os objetivos da FVESP serão cobrar taxas de filiação e de inscrição bem menores que as da FPV e, assim, conseguir a participação de clubes menores, principalmente nas categorias de base. Pera diz manter parcerias com ligas do interior para promover a atuação de clubes menores.Na reunião de sábado, os clubes devem eleger, como primeiro presidente, Mauro Checkin, de São Caetano. As associações confirmadas, ou quase, são: São Caetano E.C., A.D. Santo André, Tênis Clube São Bernardo, Mesc São Bernardo, Vila São José, Santa Maria, CE São Caetano, São Caetano Futsal, Fapi, UniMogi, C.R. Tietê e A.E. Atibaia.

Agencia Estado,

15 de fevereiro de 2005 | 20h38

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