Federer busca reinado na grama de Londres

Pentacampeão no tradicional torneio inglês, suíço garantirá o retorno ao topo do ranking com 6º. título, após desistência do espanhol Rafael Nadal

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

20 de junho de 2009 | 00h00

A partir de amanhã, serão duas semanas chuvosas em Londres, com a grama das quadras do All England Club se desgastando paulatinamente até o dia 5 de julho, data da final de Wimbledon. O que todos esperam no mundo do tênis é que Roger Federer confirme presença naquele domingo decisivo, que pode consagrá-lo de forma definitiva como o maior jogador de todos os tempos.A alcunha já foi utilizada para o suíço quando conquistou o único título de Grand Slam que lhe faltava, Roland Garros, duas semanas atrás. Mas falta o recorde absoluto de 15 conquistas em torneios da estirpe de Wimbledon, que Federer já venceu em cinco ocasiões. Agora, sobra confiança."Sinto como se, definitivamente, tivesse me tornado mais homem agora do que nos últimos anos", disse Federer, que se tornou um dos seis tenistas na história a conquistar o career slam - títulos nos quatro torneios de Grand Slam. "Agora, jogar a temporada de grama em Wimbledon é como estar no topo do mundo. Uma sensação fantástica. Sinto como se tivesse a preparação mental e a experiência para vencer Wimbledon ainda muitas vezes."O suíço pode até coroar sua campanha em Londres com a retomada do posto de número 1 do mundo. Basta ser campeão. Mas isso é objetivo secundário. "Para mim, o que importa são os grand slams, porque, agora, estamos a um passo de um deles", explicou o tenista de 27 anos. "De Paris até Wimbledon, esse é o momento que você quer jogar seu melhor tênis. O ranking vai vir na sequência, se você jogar bem."Federer será a estrela mais brilhante na grama londrina também porque seu maior adversário, e atual campeão de Wimbledon, Rafael Nadal, desistiu do torneio por causa de uma tendinite crônica em ambos os joelhos. A refinada plateia inglesa perderá um capítulo importante de uma das maiores rivalidades do torneio - o blog oficial apontou o duelo dos dois como o melhor da história dos jogos masculinos.Apenas o tenista da casa, o escocês Andy Murray, poderá competir em popularidade com o pentacampeão do torneio. No ano passado, chegou às quartas de final, perdendo exatamente para o atual número 1 do mundo. Na semana passada, porém, o tenista levou o título na grama de Queen?s, troféu que Nadal também levantou em 2008 antes de conquistar o Grand Slam londrino, que um britânico não vencia desde 1938. Um bom presságio? Murray acredita que sim. "Simplesmente sinto que estou pronto", contou. Um título de Murray acabaria com um jejum britânico que data de 1936, quando o lendário Fred Perry levantou a taça. No feminino, a favorita é Venus Williams, atual campeã e dona do saque mais potente do circuito. Número 1, a russa Dinara Safina corre por fora atrás de seu primeiro Grand Slam.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.