Valery Hache / AFP
Valery Hache / AFP

Federer diz que só vai aposentar quando parar de ganhar

Aos 36 anos, tenista diz que sente aposentadoria bater na porta, mas que pretende evitá-la

Daniel Batista, enviado especial a Mônaco, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2018 | 09h41

Com 36 anos e após uma temporada de recuperação, em decorrência de lesões no joelho, o tenista Roger Federer sabe que está chegando a hora que ele não quer que chegue nunca: a aposentadoria. O suíço, que ganhou em duas categorias no prêmio Laureus, na terça-feira, garante que só vai pensar em parar quando começar a perder.

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“Acho que este tem sido o grande desafio para mim. Simplesmente não deixo esse papo entrar na minha cabeça. Posso ainda ganhar? Então continuo. Enquanto eu acredito verdadeiramente em mim e que eu posso ganhar, eu continuo. Esse é o sentimento que tenho hoje e nunca deixei que algo negativo me abalasse”, afirmou o suíço, grande vencedor do prêmio que foi entregue em Mônaco.

Mas ter a cabeça no lugar e saber lidar com a proximidade de uma aposentadoria, tem sido um grande desafio para o tenista multicampeão. “Ela (aposentadoria) está batendo na porta, como um martelo, e sei que uma hora isso tudo vai acabar”, comentou. “O negócio é segurar a porta e não deixar que isso venha até você. Acho que isso me faz ficar mais forte e saber lidar com essa questão”.

Por tudo isso, ganhar o Australia Open, Wimbledon e os dois prêmios Laureus fez com que a temporada se tornasse uma das mais marcantes na carreira do suíço. “Foi maravilhoso. Eu pude provar, não que as pessoas estivessem erradas, mas pude provar para mim mesmo e para o meu time, que eu ainda sou capaz”, comemorou.

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