Federer x Djokovic: revanche marcada no Australian Open

Sérvio levou a melhor nas semifinais do US Open, há quatro meses. Suíço quer mostrar que pode vencer outro Grand Slam

, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2011 | 00h00

MELBOURNE

Novak Djokovic e Roger Federer fizeram o jogo mais marcante do US Open do ano passado, quando o sérvio bateu o suíço numa semifinal incrível. Ontem os dois marcaram a revanche. Vão disputar uma vaga na final do Australian Open. Federer pretende voltar a disputar uma decisão de Grand Slam - a última foi em 2010, na própria Austrália -, enquanto Djokovic espera, enfim, deixar de ser um coadjuvante de luxo para os dois primeiros colocados do ranking mundial (Rafael Nadal e o próprio Federer), que conquistaram 21 dos últimos 23 torneios deste porte.

Federer tem retrospecto positivo diante do sérvio (13 triunfos e seis revéses), mas Djokovic já provou que pode batê-lo em Grand Slams. Além da excelente vitória em Nova York, surpreendeu o suíço em Melbourne, em 2008, quando acabou se sagrando campeão. "Falhei ao fechar o jogo dos Estados Unidos. Tive dois match points. Deveria ter vencido. Estava jogando suficientemente bem para vencer", justificou o suíço.

Djokovic não quer deixar passar mais esta chance de fazer história. "O título da Copa Davis (a Sérvia bateu a França) me deu muita confiança. Sinto que estou jogando o meu melhor tênis dos últimos seis meses", disse o sérvio. "Não tenho nada a perder diante do Federer. Ele é que defende o título aqui. "

Parecia que os dois teriam verdadeiras batalhas pela frente nas quartas de final, mas foi exatamente o contrário. Federer não teve o menor trabalho para passar por um Stanislas Wawrinka que estava invicto na temporada e já havia despachado Gael Monfils e Andy Roddick de Melbourne. Mas o clássico suíço não tem muita rivalidade. O número 2 do mundo bateu o 19.º do ranking pela sexta vez em sete partidas, por 6/1, 6/3 e 6/3.

Quase a mesma facilidade teve Djokovic diante de Tomas Berdych. O checo, 6.º do mundo, preocupou apenas no segundo set, mas esteve apático nos demais. Vitória sérvia em 2h30: 6/1, 7/6 (7/5) e 6/1.

Na Li não perdoa. O Australian Open considera-se o Grand Slam da Ásia e do Pacífico - chega a oferecer convites para tenistas de maior expressão de países vizinhos -, mas só recentemente fez valer seu slogan em quadra. A chinesa Na Li chegou às semifinais no ano passado e agora repete a dose. Como se não bastasse, surge como favorita, já que ainda não sofreu derrota em 2011 e, pouco mais de uma semana atrás, bateu Kim Clijsters na final do Torneio de Sydney. Ontem, passou com facilidade sobre Andrea Petkovic, que havia derrotado Maria Sharapova: 6/2 e 6/4.

A rival derrotada virou sua principal tiete. "Acho que ela vai vencer o torneio, tenho esse sentimento. Está muito confiante em quadra", disse Petkovic. Na Li agradeceu a torcida, mas preferiu a cautela. "Espero vencer, mas ainda tenho dois passos difíceis pela frente", afirmou a chinesa, que enfrenta a número 1 do mundo, Caroline Wozniacki na semifinal.

A dinamarquesa se aproveitou do cansaço de Francesca Schiavone - que dois dias antes havia feito uma partida de 4h44 - para ficar mais perto de sua primeira e conquista de Grand Slam. Venceu a italiana por: 3/6, 6/3 e 6/3.

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