Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Feito inédito de Gabriel Medina no surfe incentiva outros países

Entidade que rege o esporte passará a se chamar Liga Mundial de Surfe por isso ajudará nas questões comerciais e de marketing

PAULO FAVERO - enviado especial ao HAVAÍ, O Estado de S. Paulo

20 de dezembro de 2014 | 17h00

A ASP (Associação dos Surfistas Profissionais) vai entrar em 2015 tentando marcar uma nova era. A entidade que rege o esporte passará a se chamar Liga Mundial de Surfe (WSL, da sigla e inglês), pois segundo pesquisas o novo nome ajudará nas questões comerciais e de marketing. Por isso, Gabriel Medina pode ser considerado o último campeão da ASP.

A estratégia para o próximo ano é reforçar o processo de estruturação e modernização da entidade, que conta com um CEO, Paul Speaker, que responde pelo grupo ZoSea, detentor dos direitos do Circuito Mundial. A intenção é manter a tradição do esporte, mas ao mesmo tempo criar condições para um crescimento.

E essa missão conta com um papel importante do Brasil no cenário mundial. Só para se ter uma ideia, a transmissão do dia final no Billabong Pipe Masters na última sexta-feira bateu todos os recordes de audiência e o servidor não aguentou em alguns momentos tamanho o interesse dos torcedores. Isso já deu uma amostra do tamanho do mercado brasileiro.


Outro fator importante é que a entidade já está entendendo que Medina é um ídolo em ascensão, que pode ocupar um lugar ao lado de Kelly Slater no futuro. O talento do jovem surfista, aliado ao seu carisma nas redes sociais, é um prato cheio para a ASP, que vê o atleta como um bom embaixador do surfe para outros países da América Latina e da Ásia.

O esporte sempre foi dominado por australianos e norte-americanos. Mas a ASP quer globalizar ainda mais a modalidade e vê no título de Medina um recado para crianças da China, Venezuela ou México de que é possível chegar longe mesmo estando fora do eixo dominantes no Circuito Mundial.

Para os próximos anos, existe a ideia de incluir mais uma etapa no calendário, chegando a 12 no total, em algum lugar na Ásia, possivelmente Indonésia, que tem muitas praias com boas ondas. O Japão também é visto com bons olhos, porque tem um grande mercado. As mudanças no surfe estão apenas começando e Medina sabe que pode ajudar nisso. 

Tudo o que sabemos sobre:
surfeGabriel MedinaPipeline

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.