Felipão: ''Agora tenho o 9 e vou ter de ficar quietinho''

Após reclamar muito da falta de um atacante, treinador comemora a chegada de W. Paulista, apresentado ontem

, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2011 | 00h00

Wellington Paulista não tem o mesmo status de Luis Fabiano ou Adriano, contratados recentemente por São Paulo e Corinthians, respectivamente, mas é o camisa 9 que Luiz Felipe Scolari tanto pediu para a diretoria.

"Agora tenho o 9 e vou ter de ficar quietinho", brincou, sobre suas constantes reclamações. "Estou satisfeito. Já falei que com mais um reforço eu teria a equipe praticamente montada, para brigar de igual para igual com os outros times. Agora temos jogador para a posição (de ataque), alguém com experiência", falou. "Ele joga bem dentro da área, se posiciona bem nas bolas aéreas e também sabe sair. Será de utilidade grande."

Wellington Paulista deve estrear na quarta-feira, contra o Santo André, pelas oitavas de final da Copa do Brasil - as inscrições para o Paulista já foram encerradas.

Apresentado ontem, o atacante recebeu um DVD que conta a história alviverde. "É para conhecer um pouco mais o clube", disse o jogador, que enumera outros atletas que já vestiram a 9 alviverde. "Tem o Evair, o César Maluco, o Oséas, o Luizão..."

Apesar de ainda não ter entrado em campo, Wellington Paulista conhece a fama da exigente torcida palmeirense. E conta o segredo para conquistá-la, além, óbvio, dos gols. "Torcedor gosta de garra e determinação, o mais importante é lutar e brigar bastante", contou. "Eu tenho quase o mesmo estilo do Kleber, por isso demos certo no Cruzeiro. Espero que continuemos assim por mais tempo", disse, sobre o amigo que reencontra agora no Palestra Itália.

Sonho realizado. O atacante de 27 anos fechou contrato até dezembro, mas sonha em permanecer mais tempo no clube. "Eu sempre fui artilheiro nos times em que passei", falou o jogador, que por pouco não se tornou profissional. "Não passei em várias peneiras e cheguei a desistir, mas meu pai insistiu e disse para eu correr atrás do meu sonho", lembrou.

Antes de ser chamado para o Juventus, já com 17 anos, Wellington Paulista trabalhou em um escritório de cobranças e ia atrás de quem dava cheques sem fundo. "Uma vez fui cobrar um cara que deu um cheque de seis reais. Até cinzeiro em mim jogaram", recordou.

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