Felipão cobra elenco e exige vitória em Minas

Depois da derrota para o Corinthians, técnico do Palmeiras manda o time ir para cima dos reservas do Atlético-MG, às 19h45

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2010 | 00h00

Na Arena do Jacaré, em Sete Lagos, o Palmeiras quer esquecer a condição de visitante contra o Atlético-MG, às 19h45, pelas quartas da Copa Sul-Americana. Ao contrário do rival, que entra com apenas três titulares, a equipe de Luiz Felipe Scolari prioriza a competição e tenta resolver o duelo no jogo de ida.

Dominado na etapa inicial do clássico com o Corinthians, o Palmeiras quer que a derrota por 1 a 0 do último domingo sirva de lição. Marcos Assunção admite que Felipão deu bronca no time, que só reagiu após levar o gol no Pacaembu. "Hoje (ontem) a conversa foi mais dura para que a gente não cometa os erros do jogo contra o Corinthians", disse ele. "Vamos jogar para a frente, para ganhar. Temos de fazer gol lá, pois fica mais fácil depois."

O volante assegura que o "papo" com Felipão sacudiu o elenco. "Mexe muito, até porque depois de velho ficar tomando dura toda hora não dá, né?", brinca Assunção, de 34 anos. "Vamos fazer de tudo para que a conversa de hoje (ontem) não se repita."

Esforço desnecessário. Um bom resultado contra os reservas do Atlético hoje em Minas pode evitar desgaste para o jogo de volta, dia 10, no Pacaembu. Na primeira fase da Sul-Americana, contra o Vitória, a equipe alviverde sentiu na pele a dificuldade de se reverter um duelo após atuação ruim como visitante.

Depois de jogar mal e levar 2 a 0 do em Salvador, o time de Felipão teve de se superar para bater os baianos por 3 a 0, com gol nos minutos finais, para ir às oitavas. "Mata-mata é sempre sofrimento, mas se perder por muito e difícil recuperar", disse Marcos Assunção, autor do gol de falta salvador naquela partida.

Mesmo contra o time B do Atlético e fora do Mineirão, interditado por causa das reformas para a Copa de 2014, Marcos Assunção prega cautela. "Isto não facilita. O Atlético vai jogar longe do Mineirão, mas vai ser em Minas. Vão lotar o estádio e será um jogo difícil, independentemente de quem vai jogar."

O volante admite que uma vitória do Palmeiras hoje é o melhor jeito de apagar o tropeço no clássico, que encerrou uma invencibilidade que já durava nove jogos. "Amanhã (hoje) temos um jogo em que tudo pode ser esquecido. Temos de estar ligados, o Corinthians já passou, já foi. Agora é a Sul-Americana."

Na competição, o Palmeiras vai mandar todos os seus jogos a partir de agora no Pacaembu.

Rival aliviado. Após 21 rodadas, o Atlético deixou a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro com uma boa vitória sobre o arquirrival Cruzeiro (4 a 3). Para Dorival Júnior, foi a prova de que a Sul-Americana deve seguir em segundo plano. "Na última partida (derrota por 1 a 0 para o Independiente Santa Fe, na Colômbia), os atletas que viajaram chegaram na sexta-feira de madrugada. Com certeza, se tivéssemos optado pela equipe titular, teríamos tido muitos problemas no clássico."

Os únicos titulares hoje serão o goleiro Renan Ribeiro, o zagueiro Werley e o volante Zé Luís. / COLABOROU EDUARDO KATTAH

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