Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

'Felipão comanda seleção enquanto eu dirigir CBF', garante José Maria Marin

Presidente da entidade defende permanência do técnico mesmo com mau resultado na Copa das Confederações

AE, Agência Estado

12 de junho de 2013 | 12h50

SÃO PAULO - A confiança de José Maria Marin em Luiz Felipe Scolari segue inabalável. Nesta manhã de quarta-feira, o presidente da CBF voltou a reiterar o respaldo total que dá ao técnico da seleção brasileira e foi além ao dizer que o treinador seguirá à frente do time nacional enquanto ele presidir a entidade.

Embora a CBF esteja com eleições presidenciais marcadas para abril de 2014, Marin chegou a projetar a permanência de Felipão até mesmo para depois da Copa do Mundo, até porque o seu mandato irá até o final do próximo ano. "Ele não ficará só até a Copa do Mundo. Enquanto eu estiver na CBF, ele ficará à frente da comissão técnica. Está garantido o Felipão e toda sua comissão técnica", prometeu o dirigente, em entrevista para a Rádio Bandeirantes.

Marin também garantiu que uma possível campanha fracassada na Copa das Confederações, na qual o Brasil estreará neste sábado, contra o Japão, em Brasília, não mudará os seus planos em relação ao técnico da seleção. Ao falar sobre o assunto, o dirigente enfatizou que o treinador tem "carta branca" para tomar as decisões que considerar melhor para o time nacional.

"O Scolari, com sua experiência, certamente irá conduzir a seleção da melhor maneira possível. Tenho total confiança na comissão técnica, onde quero também destacar o Parreira. Estou tranquilo quanto a isso", enfatizou, repetindo que Felipão seguirá "sem dúvida nenhuma" no comando do Brasil após a Copa das Confederações.

O presidente da CBF também voltou a defender a troca de comando na seleção em meio ao ciclo que visa a Copa das Confederações e a Copa de 2014. Em novembro passado, a demissão de Mano Menezes se deu de forma surpreendente, mas Marin disse nesta quarta que a mudança ocorreu na "hora exata" para que o time nacional engrenasse rumo aos seus próximos maiores objetivos.

Para defender a volta de Felipão ao comando da seleção e a consequente saída abrupta de Mano do time nacional, o mandatário chegou a citar a demissão do consagrado José Mourinho do Real Madrid, de onde o treinador português saiu pela porta dos fundos antes de assumir o Chelsea.

"A substituição de qualquer técnico, sejam em clubes ou na própria seleção, faz parte da rotina do futebol brasileiro e do futebol mundial. Há pouco tempo, tivemos a saída do Mourinho de um dos maiores clubes do mundo, do Real Madrid. Isso é normal. O importante é a conclusão desse processo de substituição", projetou.

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