Felipão não sabe mais o que fazer

Luiz Felipe Scolari sentiu como nenhum outro palmeirense o empate por 2 a 2 com o Atlético-PR, na Arena da Baixada. Os jogadores perceberam isso. Ontem, o clima no desembarque da delegação, no Aeroporto de Congonhas, era de velório. Algumas declarações do treinador caíram como uma bomba no elenco.

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2011 | 00h00

"Pela primeira vez nos meus 20 e poucos anos de carreira, não consigo corrigir a equipe", disse o treinador, com a fisionomia de quem falava com dor.

Ontem, Marcos admitiu que as coisas estão bem difíceis. "Estamos tentando, mas temos jogado sempre pressionados. O Palmeiras está muito tempo sem títulos, então, a cobrança é sempre maior em relação aos rivais."

A situação é tão ruim que até o goleiro falhou contra o Atlético-PR, e admitiu. "No segundo gol foi um erro meu. Perdi o tempo da bola. Eles bateram a falta rápido, nossa defesa estava em linha e eu saí na cobertura, mas o Henrique desviou e me deixou vendido no lance. Como não dava para voltar, fiz o pênalti."

A maior preocupação da diretoria é com as atitudes de Scolari. O treinador tem contrato até 2012, e o presidente Arnaldo Tirone tentou antecipar a renovação e garantir sua permanência até 2014, mas não conseguiu.

"Ele (Felipão) acha que não é hora disso. Temos de ver como vão ficar as coisas. Ele é meio pavio curto e se irrita com as coisas muito facilmente", disse o dirigente. Mais do que irritado, Felipão anda desanimado. A quantidade de gols que a equipe tem tomado em cruzamentos é enorme. "Como vou cobrar o ataque? Os caras fizeram dois gols. Vou pedir três? Reclamo é dos gols bobos que a gente leva."L

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