Felipão nega nova 'Família Scolari', mas destaca união

Técnico evita comparar seleção atual com equipe de 2002

LEANDRO SILVEIRA, Agência Estado

16 de junho de 2013 | 08h33

Se depender do técnico da

Assim, Felipão garantiu que o fato dos jogadores estarem apresentando um discurso bem semelhante ao seu é apenas coincidência. Ele garantiu que, nessa volta ao comando da seleção, não possui tempo para conversar motivadoras, se atendo apenas aos aspectos táticos e técnicos.

"Nem ouço as entrevistas dos jogadores porque me falta tempo. Mas se é o mesmo discurso, o mais provável é que o ambiente esteja bom e as coisas estejam passando de um para outro. Não é uma coisa de palestra. Eles que se falam. Para mim, não sobra tempo. São muitas atribuições", afirmou Felipão, que após a vitória sobre o Japão por 3 a 0, na partida de abertura da Copa das Confederações, destacou a obediência tática da equipe.

O treinador também fez questão de elogiar jogadores considerados como apostas dele, especialmente o volante Luiz Gustavo, um dos destaques da partida em Brasília. "O Luiz Gustavo teve chances contra Inglaterra, França e cresceu. Hoje (sábado) foi um dos melhores dentro do contexto do jogo. E vem aproveitando aquilo tudo que falamos na parte tática. Ele é equilibrado e está com a escola alemã na cabeça", disse.

Além disso, Felipão destacou as atuações dos dois centroavantes da seleção brasileira, principalmente a postura tática de Fred, que passou em branco contra o Japão, mas teve participação importante no gol de Neymar. "O Fred não é só um jogador que fica no meio dos zagueiros, ele não entra só para fazer gol", comentou.

O técnico da seleção brasileira lembrou que Jô estava fora do grupo de convocados para a Copa das Confederações, mas soube aproveitar o chamado para substituir o lesionado Leandro Damião, tanto que marcou o terceiro gol do Brasil diante do Japão. "O Jô ganhou a oportunidade. É bom jogador, um centroavante de pé esquerdo, o que é raro e difícil de ser marcado. Está plantando para colher", disse.

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