Felipão pede apoio da torcida e união de todos

A paciência da torcida do Palmeiras chegou ao fim. Acostumada a apoiar a equipe mesmo com resultados negativos, ontem, pela primeira vez no Campeonato Brasileiro, o time deixou o gramado aos gritos de "vergonha, time ser vergonha". Com os resultados da rodada, o Palestra permanece na zona de rebaixamento e a quatro pontos do Bahia, 16.º colocado.

O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2012 | 03h03

Não foi a primeira vez que a equipe jogou mal no Brasileirão, mas foi a derrota com o placar mais dilatado até agora. Por isso, era complicado encontrar as palavras para explicar o que havia acontecido.

Luiz Felipe Scolari tentou minimizar a situação e pediu para que a torcida não desista de apoiar. "O torcedor jogou junto com a gente na Copa do Brasil e foi beneficiado com um título. Então, esse é o momento de união. É a hora de auxiliar os atletas, porque se tem uma coisa que não falta para eles é vontade. O problema é falta de atenção e ansiedade."

Sobre o jogo, Felipão disse que ter levado o primeiro gol nos primeiros minutos do segundo tempo mexeu com a equipe. "Não vamos justificar o que aconteceu. Tivemos um primeiro tempo razoável, mas saiu o gol e bagunçou tudo."

A maioria dos atletas preferiu ir embora do estádio sem ter o que falar. "A gente não deu um chute a gol em todo o jogo enquanto eles chegaram várias vezes. Desse jeito não vai dar não", disse Thiago Heleno, quase que aos berros.

O lateral-esquerdo Juninho foi econômico. "Temos que trabalhar. Não tem o que falar. É trabalhar para sair dessa situação", resumiu. Palavras parecidas foram ditas pelo atacante Obina. "É complicada essa situação, mas não tem outra coisa para ser feita do que trabalhar. A grande verdade é que não podemos mais continuar assim."

E para o jogo contra o Grêmio, sábado, no Pacaembu, o desfalque é Valdivia. O meia recebeu ontem o terceiro cartão amarelo e está fora de combate, após conseguir atuar apenas duas partidas consecutivas. /D.B.

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