Felipão promete manter a base

Técnico diz que não pretende mexer muito na equipe que foi montada por seu antecessor, Mano Menezes

SÍLVIO BARSETTI, TIAGO ROGERO / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 23h56

Desde 2002, Luiz Felipe Scolari só conquistou dois títulos: o campeonato nacional do Usbequistão, em 2009, pelo Bunyodkor, e a Copa do Brasil deste ano, pelo Palmeiras. Mas ele não se considera parado no tempo. O gaúcho classificou a conquista da Copa de 2014 como "obrigação" e disse que quer manter a base de Mano Menezes, com uma ou outra troca. Leia os principais trechos da entrevista coletiva concedida ontem por ele:

COPA DE 2014

"Nós temos a obrigação, sim, de ganhar o título. Porque jogamos em casa, não somos favoritos no momento, mas pretendemos nos tornar durante a competição. Como país-sede e vencedores de cinco títulos, não estamos fazendo uma Copa do Mundo com o intuito de ser vices, terceiros ou quartos."

BASE DO MANO

"Claro que não vamos começar do zero, isso não existe. Quando começamos em 2002, pegamos a seleção e, depois, colocamos um ou outro jogador diferente. E vamos fazer isso agora. Cada técnico tem um pensamento, uma forma de jogar ou um nome que goste mais ou menos."

COMPARAÇÃO COM 2001

"Se não nos classificássemos para o Mundial, seria muito pior (do que perder a Copa no Brasil) porque seria nossa primeira vez fora da competição. Não me sinto pressionado hoje. Eu me sentia naquela época."

POLÍTICA DA CBF

"Nada vai interferir no meu trabalho. A interferência no meu trabalho e da comissão técnica será do Parreira, que terá opinião. A minha situação é só com o futebol, não tenho nada a ver com o extracampo."

RONALDINHO GAÚCHO

"Só vamos começar a discutir nomes na primeira convocação. E não comento quem não estiver entre os convocados."

PRESSÃO SOBRE OS JOVENS

"A seleção é jovem? Sim. Mas há outros jogadores experientes que podem voltar e dar sua contribuição, fazer com que esse grupo tenha muito mais qualidade. Se não tiver pressão sobre quem joga futebol, então é melhor ir trabalhar no Banco do Brasil, na esquina ou sentar num escritório, que não faz nada."

PARADO NO TEMPO?

"Se tivesse de trocar qualquer título por tudo aquilo que vivi em Portugal em quase seis anos, trocaria. Não sei o que é parar no tempo, nem minha idade parou, continua andando para frente. Minha preocupação é passar à seleção tudo o que já vivi e todos os lugares em que estive no mundo como técnico e pessoa."

O 3-5-2 VAI VOLTAR?

"O esquema foi uma adaptação àquele grupo que eu possuía (em 2002). Depende sempre das características dos jogadores. Quando cheguei àquele time, jamais imaginei jogar com três zagueiros, tanto que não foi assim nas Eliminatórias. Depois, observando bem as características, principalmente de Cafu e Roberto Carlos, adaptamos o time."

FLÁVIO MURTOSA

"O Murtosa volta. Está comigo sempre. O baixinho já está incluído no pacote."

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