Felipão reclama ao rever altitude

Em seu primeiro duelo internacional após volta ao Palmeiras, técnico encara 2.800 metros de Sucre contra Universitario

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2010 | 00h00

Incentivado por Luiz Felipe Scolari, o elenco do Palmeiras tem esnobado sua própria reação no Campeonato Brasileiro. A vaga para a Libertadores de 2011, apostam técnico e jogadores, virá com o título da Copa Sul-Americana. Confiando no passado vitorioso de Felipão em torneios de mata-mata, o time encara hoje o Universitario de Sucre, às 21h15 (de Brasília), na Bolívia, pelo jogo de ida das oitavas de final.

No primeiro confronto internacional após seu retorno ao Palmeiras, Felipão já tem de lidar com a altitude, temido adversário nos confrontos com sul-americanos. O técnico tem motivos de sobra para se preocupar com os 2.800 metros de Sucre: na passagem anterior pelo Palmeiras, perdeu os dois jogos que disputou na altitude.

As duas derrotas foram na campanha do vice-campeonato da Libertadores, em 2000, em jogos da primeira fase. Nos mesmos 2.800 metros de hoje, caiu diante do El Nacional, em Quito, no Equador (3 a 1). Pouco depois, levou 4 a 2 de outro time inexpressivo: o boliviano The Strongest, desta vez nos 3.600 metros de La Paz.

Prevenção. Para evitar outro tropeço, Felipão pensa em medidas para tentar amenizar os efeitos da altitude de Sucre. "Vamos ter de nos adaptar até a hora da partida ou pensar uma situação de jogo que possa não ser prejudicial a nós, por causa da velocidade que o adversário vai imprimir, principalmente no início do jogo. Então, estamos já pensando a escolha de lado do campo, a questão do vento, enfim, uma série de detalhes que possa minimizar essa adversidade no primeiro tempo, pelo menos", disse o técnico ao site oficial do clube.

Segundo ele, metade do time ainda não estava preparado ontem para atuar na altitude. "Não são todos os atletas, mas 50% do grupo ainda continua sentindo (os efeitos)."

No primeiro treino no local do jogo, segunda-feira, o zagueiro Danilo e o atacante Luan reclamaram de dores de cabeça e dificuldades de respirar.

Prevendo problemas hoje na Bolívia, Felipão protestou contra as condições da partida antes mesmo de a bola rolar. "Acima de 2.000 metros não deveria ter jogo, principalmente neste tipo de confronto", disse.

Os jogadores, no entanto, tentam mostrar otimismo e citaram a vitória do ano passado sobre o Real Potosí (2 a 0), na Bolívia, pela fase da pré-Libertadores. Do elenco atual, apenas cinco jogadores estavam no grupo que superou os 3.967 metros de Potosí: os goleiros Bruno e Deola, os zagueiros Maurício Ramos e Danilo e o volante Pierre. "Voltamos a Sucre, onde ficamos no ano passado três dias e fomos para Potosí horas antes da partida. Fizemos um grande jogo lá, conseguimos um bom resultado e nos classificamos para a Taça Libertadores", lembra Maurício Ramos. "Em Potosí, a diferença de altitude é quase o dobro de Sucre, então, esperamos que aqui a gente possa fazer um grande jogo também."

Time completo. O Palmeiras deve entrar em campo hoje com o mesmo time que vem dando sinais de reação no Brasileiro. Valdivia sentiu dores na coxa direita e chegou a ser poupado, mas não preocupa.

Já o Universitario confia no retorno da dupla de ataque com Roberto Galindo e Horacio Fernández para tentar surpreender o Palmeiras. Oitava colocada no Clausura, a equipe boliviana aposta suas fichas na Sul-Americana para tentar salvar o ano.

O time palmeirense descansa após a partida e retorna somente amanhã para o Brasil, na preparação para receber o Ceará domingo, em Barueri, pelo Campeonato Brasileiro.

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