Felipão se cala para evitar provocações

Luiz Felipe Scolari costuma sempre conversar com a imprensa durante a semana. Normalmente, suas entrevistas são às sextas-feiras. Ontem, porém, foi diferente. Após tantas polêmicas sobre o clássico contra o Corinthians, o treinador optou pelo silêncio.

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2011 | 00h00

Vários assuntos seriam abordados com Felipão, como o seu relacionamento com Tite. Na terça-feira, o corintiano também evitou falar sobre o palmeirense, mas é nítido seu descontentamento com o ex-amigo - a bronca vem desde o ano passado, quando o Palmeiras teria facilitado o jogo contra o Fluminense para prejudicar o Corinthians, no Brasileiro. E, na primeira fase do Estadual, Felipão disse que preferia perder para o rival para não ver o amigo demitido - perdeu por 1 a 0, mas sua declaração na agradou Tite.

O técnico alviverde sabe que qualquer declaração pode apimentar ainda mais o clássico. Não quis nem rebater as acusações de Roberto de Andrade, diretor de futebol corintiano, que afirmou que Felipão sempre arruma confusões antes de partida importantes para pressionar a arbitragem.

De acordo com a assessoria do clube, Felipão só não falou ontem por falta de tempo e por que Kleber foi requisitado para apresentar o novo patrocinador, a escola de idiomas Skill. Coube, então, ao atacante responder sobre o jogo do Pacaembu.

"Não podemos vacilar, temos de ter atenção o tempo todo", ensinou. "Sabemos da importância do jogo. Não por ser o Corinthians o adversário, mas por ser uma semifinal. Vai ter um gosto especial se eu marcar um gol."

Ontem, Felipão fechou o segundo treino na semana e vai fazer o mesmo nesta manhã. Assim, levará algumas dúvidas para a hora do jogo. Marcos, porém, deve seguir na reserva de Deola.

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