Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Felipão teme que protestos prejudiquem foco da seleção

Treinador tenta colocar um ponto final no assunto dentro do grupo de jogadores

ROBSON MORELLI - Enviado especial, Agência Estado

21 de junho de 2013 | 15h40

SALVADOR - A onda de protestos que toma conta do Brasil não pode tirar o foco da seleção brasileira na Copa das Confederações. Essa é a maior preocupação do técnico Luiz Felipe Scolari nesse momento. Após o jogo contra o México, o treinador tentou colocar um ponto final no assunto dentro de seu grupo, entendendo que as manifestações podem desmotivar seus jogadores ou fazer com que eles tenham uma preocupação desnecessária durante a competição.

Felipão e o coordenador Carlos Alberto Parreira deixaram o elenco à vontade para se expressar sobre o assunto, desde que os jogadores não ultrapassassem limites que pudessem prejudicar o Brasil na competição, tampouco os interesses da CBF e da comissão técnica. Ambos frisaram que o Brasil precisa se concentrar somente no futebol.

Isso demonstra também a necessidade do time de ganhar a Copa das Confederações. Todos sabem que nesse momento essa conquista representa muito para a formação e confiança desses jogadores, independentemente do peso que o torneio possa dar ao Brasil daqui a um ano.

Felipão não vai proibir nenhum de seus atletas de opinar sobre o que ocorre nas principais capitais do país desde segunda-feira, quando milhares de pessoas foram para as ruas gritar por um Brasil melhor, mas não pretende manter o assunto dentro do ambiente da concentração por mais tempo. Um basta será dado. É bem capaz que os jogadores parem de comentar sobre os protestos.

O Brasil já está classificado para a semifinal da Copa das Confederações. Passando pela Itália neste sábado, ficará em primeiro lugar do grupo para se livrar da Espanha. O empate na Arena Fonte Nova já serve para o time de Felipão, que tem melhor saldo de gols que os italianos. Se ficar na ponta, o próximo destino da seleção é Minas Gerais.

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