Felipão vai com três atacantes para cima do Vasco

Nos últimos quatro meses, o Palmeiras só conseguiu marcar mais de dois gols num jogo em apenas três oportunidades - e só em duas com uma diferença de três gols. Repetir esse placar amanhã, contra o Vasco, no Pacaembu, será muito difícil, dizem os jogadores, mas é fundamental para o time avançar na Copa Sul-Americana.

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2011 | 00h00

Como perdeu o jogo de ida por 2 a 0, no Rio, o Palmeiras precisa reverter o resultado - uma vitória por 2 a 0 levará a decisão aos pênaltis. E ontem Luiz Felipe Scolari deu mostras de que vai colocar o time no ataque.

Felipão comandou por muito tempo um trabalho de ataque contra defesa e pediu muita paciência aos jogadores de frente. Como Kleber ficou na academia realizando trabalho de reforço muscular, o técnico armou o trio ofensivo com Maikon Leite, Luan e Vinícius, que voltará ao banco para a entrada do Gladiador. Suspenso no clássico contra o São Paulo, domingo, Valdivia retorna à equipe.

Além de fazer com que os jogadores trabalhassem a bola para encontrar o espaço e o momento certo de furar a defesa rival, Felipão também comandou um treino de finalização. Sem vencer há seis jogos, o time sofre com a falta de pontaria: marcou três gols nas últimas seis partidas.

Cicinho e Gabriel Silva também não foram para o campo ontem, mas apenas o lateral-esquerdo é dúvida - ele voltou da seleção brasileira sub-20 com dores na coxa esquerda e, mesmo assim, se colocou à disposição para o confronto de amanhã.

"Se o Felipão me relacionar, estou pronto para ajudar", garantiu o jogador, que diz ter aprendido muito no Mundial da categoria vencido pelo Brasil no sábado, na Colômbia. "Eu volto com um pouco mais de experiência."

Confiança. Cicinho garante que o Palmeiras está preparado para passar pelo Vasco. "Sabemos que é difícil. Nosso objetivo é ir para cima e fazer pelo menos 3 gols", avisou. "Estamos focados."

O lateral-direito alerta, no entanto, que o time tem de estar bastante atento também na defesa. Um gol tomado pode destruir todo esquema armado por Felipão. "Não podemos sair desesperado para o ataque e deixar livre lá atrás."

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