Felipão vê 'terrorismo' e aposta em sucesso da Copa

Treinador campeão em 2002 divide experiência em evento e tenta se mostrar otimista com organização do Mundial

/ W. V., O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2012 | 03h09

"Fazem muito terrorismo com a Copa do Mundo." Com esta frase, o técnico Luiz Felipe Scolari procurou desmerecer a argumentação da ala mais cética da sociedade brasileira que vê sérios riscos de o País ser exposto a um vexame internacional durante a realização da Copa do Mundo de 2014.

Técnico da seleção brasileira na campanha do pentacampeonato no Mundial da Coreia do Sul e do Japão, Felipão foi convidado pela equipe do governador Geraldo Alckmin para dividir sua experiência em Copas do Mundo com os participantes do evento de ontem, no Palácio dos Bandeirantes.

Carismático, Felipão procurou mostrar-se otimista com a organização do Mundial brasileiro. "Às vezes temos aqui o que outros países não têm. Nossos centros de treinamento, por exemplo, são muito bons. Na preparação física, posso falar, somos os melhores", afirmou.

O treinador do Palmeiras falou durante aproximadamente 20 minutos para uma plateia de prefeitos e representantes de 30 cidades paulistas interessadas em receber as seleções que disputarão da Copa de 2014. Para isso, contarão com linha de financiamento do governo do Estado.

Privacidade. Felipão deu algumas orientações para o público que acompanhou o seminário. Entre as que mais chamaram atenção está a preocupação em isolar as seleções. "Não gosto dessa história de dividir espaço com hóspedes e jornalistas. A delegação precisa ter sua privacidade. Caso contrário fica difícil manter a concentração no mais importante, que é a competição", explicou.

Segundo o treinador, a estrutura ajuda muito no resultado. "Ah, claro, precisamos também de bons jogadores. Isso ajuda bastante."

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