Felipe é cobrado por Mano

Técnico do Corinthians queria o goleiro com o grupo no clássico

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

05 de março de 2008 | 00h00

Euforia, nem pensar. Desespero, jamais. Equilíbrio e concentração fazem parte do vocabulário e da forma de trabalho do técnico Mano Menezes. Para ele, no futebol as coisas mudam rapidamente e as alegrias se transformam em decepção de um dia para o outro. Em sua psicologia de paizão, pede mais paciência com Lulinha e quer ver Felipe mais unido com o grupo. Só não sabe, ainda, onde colocar o uruguaio Acosta. Ontem, o treinador corintiano visitou a sede do Grupo Estado e fez um balanço de seus dois meses de trabalho à frente de um dos clubes mais tradicionais do País.Apesar de alguns tropeços, está otimista com as perspectivas do time, na reta final do Campeonato Paulista e na disputa da Série B Nacional. Mesmo assim, com uma ressalva: ''''Tem muita gente querendo matar o Corinthians.'''' Confira os principais pontos abordados por Mano na entrevista.ATITUDE DE FELIPE''''Vou ter uma conversinha com ele, pois cometeu um deslize. Mesmo cortado do jogo, devia estar com o grupo, ter coisas positivas para passar, principalmente para o Júlio César. Grupo é isso e as pessoas precisam conviver mais. Mas aqui tudo é opção, não obrigação. E talvez ele não estivesse em condições de transmitir algo de bom.Seria um risco muito grande colocá-lo. No Grêmio, o Saja jogou com dores no ombro diante do Figueirense e, num chute totalmente defensável, deixou a bola entrar. Estava com o tendão rompido e, ali, perdemos a vaga na Libertadores de 2008.OSCILAÇÃO DE LULINHACriou-se uma expectativa muito grande de que ele era craque. Mas ainda não pode corresponder. Tem apenas 17 anos, falta maturidade. Ele precisa levantar mais a cabeça, deixar de carregar tanto a bola, pois facilita a marcação adversária. Temos de agir com paciência, pois é muito difícil criar jogadores e bem fácil perdê-los.ACOSTAGosto da formação 4-2-3-1. Bem executada, é uma maneira completa de se ganhar jogos. No Grêmio, consegui jogar assim, com Tcheco, Léo Lima e o Hugo, que chegava com força e velocidade na frente. No Corinthians, tentei com o Acosta, mas vi que não tinha condições de buscar a bola lá atrás e chegar na frente. Tentei usá-lo na frente, mas teve dificuldades, ficou lento, parado ali. Logo, tive de modificar a equipe.FINAZZI E ÉVERTON RIBEIROConto com os dois ainda no Paulista. O Finazzi já está trabalhando a parte física e, em duas semanas, estará à disposição. Quanto ao Éverton, estamos fazendo adaptação para jogar novamente na meia. Tem muita qualidade técnica, mas está com defasagem de preparação.SEMIFINAIS DO PAULISTAO time está com um rendimento bom, bem estável e também confiável. Na direção correta para brigar, sem dúvida, para chegar entre os quatro. E quando um time grande chega...SÉRIE BEstamos bem engatilhados. Nossa equipe não oscila nas dificuldades e tem vantagem de já vir se preparando. O Paulista nos ajudará a chegar bem encorpados. No Grêmio, cheguei no começo da Série B. E do time da estréia para o quadrangular final só o Anderson ficou.''''

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