Felipe fecha o gol e o Corinthians empata

Goleiro faz grandes defesas no 1 a 1 com o Santo André

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

30 de julho de 2009 | 00h00

Não tem jeito, se o adversário for o Santo André, o resultado será empate. Pelo menos na era Mano Menezes a história tem sido essa. Ontem, em São José do Rio Preto, as equipes ficaram na igualdade pela quarta vez seguida de 2008 para cá. E o corintiano tem de comemorar muito o 1 a 1, pois não fosse o goleiro Felipe, a equipe teria sofrido a sexta derrota no Campeonato Brasileiro."Não importa se for uma ou dez, o goleiro tem de estar preparado para defender todas", afirmou o camisa 1, em noite brilhante, mais uma vez. Foram diversos os milagres. Só não foi perfeito por causa de cobrança de falta precisa de Marcelinho.Acostumado a partir para cima dos adversários, impor o ritmo e fazer seus gols logo nos primeiros 45 minutos, o novo Corinthians viveu uma situação bem diferente ontem. Diante de um Santo André que vinha de três derrotas seguidas, e com apoio maciço da torcida, o time passou aperto e, não fosse Felipe, iria para o vestiário em desvantagem no placar.O goleiro mais uma vez provou estar em grande fase. Logo aos 10 minutos, viu Osny aparecer sozinho, na sua frente. De olhos abertos, sereno, fez seu primeiro milagre da noite. Voltaria a brilhar em chute de Ricardo Conceição e de Marcelinho, sempre perigoso com suas finalizações em curva.Mas goleiro bom também tem de contar com a sorte. E ela estava ao lado de Felipe quando Antônio Flávio, sozinho, conseguiu fazer o improvável ao chutar no travessão."Todo início de novo grupo é assim. Ano passado também sofremos no Paulista, quando estávamos em montagem. É uma pena, porque fizemos um primeiro semestre muito bom", reconheceu a inferioridade em campo o zagueiro e capitão William.Sem Ronaldo, o Corinthians quase não deu trabalho a Neneca na etapa inicial. Uma cabeçada de Henrique, o substituto do centroavante, defendida pelo goleiro. De mais, dois chutes sem perigo, para longe.A fase final parecia repetição da inicial. Só dava Santo André. Em 10 minutos, Felipe já trabalhava muito. Chegou a defender uma bola em cima da linha até, aos 19, Marcelinho cavar uma falta na entrada da área. Preciso, colocou no ângulo para abrir o marcador.Mano, então, teve de apelar para Souza, que podia ser negociado. O camisa 43 entrou e, no primeiro lance, sofreu pênalti. Quis bater, mas Chicão pegou a bola e empatou. Um ponto suado e não merecido.

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