Patrick B. Kraemer/Efe
Patrick B. Kraemer/Efe

Felipe Lima e João Gomes celebram dobradinha no Mundial: 'Fizemos história'

Nadadores comemoram feito histórico na Coreia do Sul, ao ganharem medalhas de prata e bronze

Redação, Estadão Conteúdo

24 de julho de 2019 | 12h24

Os nadadores brasileiros Felipe Lima e João Gomes Junior celebraram nesta quarta-feira um feito histórico na piscina de Gwangju, na Coreia do Sul. Eles protagonizaram a primeira dobradinha do Brasil no pódio de um Mundial de Esportes Aquáticos. Lima faturou a prata e Gomes levou o bronze na prova dos 50 metros peito. O País também já havia brilhado com duas medalhas de Ana Marcela Cunha na maratona aquática e com o bronze do veterano Nicholas Santos

"Isso é muito gratificante, o Brasil merece isso: as pessoas que estão assistindo, que acreditaram na gente, torceram por nós, nossas famílias e amigos, companheiros de equipe. Tudo isso é muito gratificante, tivemos uma rotina muito árdua para chegar aqui. Tivemos eliminatórias, semifinais, final. Estou muito feliz com o resultado, ainda mais com o meu parceiro de treino", comemorou Lima, em entrevista ao canal Sportv.

A dobradinha confirmou os bons resultados que o Brasil vêm obtendo em Mundiais tanto de piscina longa (50 metros), como este que acontece na Coreia do Sul, quanto nos de piscina curta (25m). Em Budapeste, há dois anos, João Gomes, de 33 anos, faturou a prata nesta mesma prova. Lima, de 34, foi bronze nos 100m peito no Mundial de Barcelona, em 2013.

"O João foi prata em Budapeste. Neste ano eu vim para incomodar um pouquinho ele, um incômodo bom. Isso só traz mais gás para os treinos, pensando agora nos Jogos Pan-Americanos", declarou Lima, que treina com João Gomes no Clube Pinheiros.

O medalhista de bronze destacou o feito obtido pela dupla em Mundiais. "Fizemos história. Até tínhamos chances reais de levar o primeiro lugar, vínhamos treinando bastante para isso. Estou feliz para caramba, graças a Deus deu tudo certo. Vamos focar agora no Pan para tentar sair de lá com uma dobradinha de novo", declarou.

João Gomes também reservou elogios para o amigo e companheiro de treino. "O Felipe é um cara que, quando eu comecei, eu me espelhava nele. Tínhamos quase a mesma idade. Sempre via ele nadando e queria chegar onde ele estava. Graças a Deus, cheguei [neste pódio] e junto com ele. Ele merece, vem batalhando há muito tempo neste cenário."

Com o resultado obtido nesta quarta, o Brasil chegou a três medalhas na natação neste Mundial, sendo cinco no total. Antes, Nicholas Santos conquistara o bronze nos 50 metros borboleta. Na maratona aquática, em águas abertas, Ana Marcela Cunha faturou dois ouros, nas distâncias de 5km e 25km.

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