Anajade Falcão/Campo Olímpico de Golfe
Anajade Falcão/Campo Olímpico de Golfe

Felipe Navarro supera calor para acertar as tacadas em torneio de golfe

Sensação térmica acima dos 40°C tem atrapalhado os atletas no QSchool, o torneio qualificatório para o PGA TOUR Latino América

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2019 | 04h36

A sensação térmica acima dos 40°C pesa a cada tacada dos golfistas que estão disputando o QSchool, o torneio qualificatório para o PGA TOUR Latino América. "Você não se acostuma ao calor, apenas aprende a se virar com ele, a ser mais tolerante. Cada dia tem durado cinco horas, é brutal. Tem de estar bem preparado, calmo, se hidratar bem, focado, porque é complicado", explica Felipe Navarro, o brasileiro mais bem colocado na competição que está sendo disputada no Campo Olímpico de golfe, na Barra da Tijuca, no Rio.

O sol forte é um adversário a mais para os 81 competidores de 15 diferentes países. Eles buscam a primeira colocação que dará direito ao vencedor um cartão completo do circuito, para disputar todas as etapas do PGA Tour Latino América. Do segundo ao 11º lugar, o prêmio é um cartão para a primeira metade da temporada. E quem ficar do 12º ao 35º lugar recebe um cartão condicional para a primeira metade da temporada.

 

Felipe Navarro, paulista de 28 anos, vem tendo boa atuação porque conseguiu fazer uma boa preparação no verão carioca. "Está bem quente, mas estou desde o dia 2 treinando aqui e me adaptando ao calor. Tenho corrido na praia, no sol, e isso tem me ajudado bastante", explica o atleta, que é filho de Rafael Navarro, um golfista profissional e que foi uma grande influência em seu início de carreira.

"Minha história no golfe começou quando eu era criança. Meu pai foi profissional, ainda é, e desde pequeno eu via ele jogando, me inspirava nele e comecei a jogar os campeonatos. Isso me deu uma vontade de querer aquilo ali para mim. Comecei aos 4 ou 5 anos, desde que tinha força para levantar o taco. E sempre me dediquei bastante ao golfe", conta.

Felipe festeja o fato de estar podendo competir no Brasil em um evento tão importante. "Está sendo muito bom. O fato de esta classificação ter sido transferida para o Brasil me ajudou bastante, tanto financeiramente quanto tecnicamente, pois tive oportunidade de ficar treinando aqui um mês. É muito bom poder jogar em casa. O campo é sensacional, isso é um sonho para quem joga golfe. Está espetacular, as condições estão perfeitas", diz.

A competição termina nesta sexta-feira e a entrada é franca. Para Felipe, que está em sétimo lugar, o bom momento após superar algumas lesões pode ajudá-lo a chegar mais longe na carreira. "O sonho de qualquer atleta é disputar a Olimpíada e representar seu país. Mas isso é consequência do trabalho. Estou com metas bem grandes e agora é trabalhar firme para atingi-las. Quem sabe eu chego lá", avisou o brasileiro, esperançoso.

 

 
Mais conteúdo sobre:
Olimpíada 2020 Tóquiogolfe

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.