Felipe: o aumento virou briga

Empresários sugerem saída do goleiro do Corinthians por causa do 'terror dos dirigentes'

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

15 de dezembro de 2007 | 00h00

O que seria uma simples negociação de aumento de salário virou guerra e troca de acusações entre os empresários de Felipe e os dirigentes do Corinthians. Os representantes do goleiro estão indignados por "não verem reconhecimento pelo trabalho do cliente" e, alegando "terror" dos corintianos, publicaram uma carta, ontem, sugerindo a ida do atleta 1 para outro clube."Estamos desgostosos com a divulgação de valores da negociação, o que é reprovável em um país com tamanha desigualdade social", traz a nota. "Fica claro que os responsáveis pela negociação adotaram o grito de guerra da torcida (por amor ou por terror) e optaram pelo terror, esquecendo-se de que a torcida já havia dedicado o amor ao atleta, o que é recíproco."A carta, assinada por Marcelo Goldfarb e Bruno Paiva, traz: "O Corinthians esquece que detém só 50% dos direitos econômicos e, por contrato, deve ouvir seus parceiros, os quais já tomaram partido do atleta e entendem ser melhor a transferência, ainda que temporária, devido ao ambiente criado."Felipe tem compromisso assinado com o Corinthians até 2011. Além dos 50% do clube, o Bragantino detém 25% dos direitos e os empresários 25%. "Relatamos o que está acontecendo", disse Bruno Paiva. "E não quero mais falar disso. Está a critério de cada um avaliar."Os dirigentes corintianos não aceitaram os argumentos. E reprovaram a atitude na hora. "Eles (empresários) é que estão fazendo terror, querendo graça", protestou o diretor de Futebol Nenê do Posto. "Estão completamente errados, só falando bobagens em vez de vir ao clube falar com a gente, conversar com o presidente (Andrés Sanchez). Garanto que uma única vez aqui e o Felipe sai contente. Só não adianta querer ganhar 3, 4 vezes mais, não vamos fazer loucuras."O Corinthians não parece disposto a subir a oferta de 80% de aumento. "Posso me equivocar no futuro, mas dificilmente o Corinthians pagará salários acima de três dígitos (mais de R$ 100 mil)."Ontem, o clube anunciou a contratação do zagueiro chileno Cristian Suárez, de 20 anos, que será apresentado hoje, às 11 horas e também pagou os 6 milhões ao Lyon referente à compra de Nilmar. Deu uma carta de crédito de 4 milhões e parcelou o restante da dívida.NO INTERIORO Corinthians mandará cinco jogos do Paulista no Estádio Wilson de Barros, em Mogi-Mirim, diante de Guarani, Paulista, Mirassol, Bragantino e Lusa. A volta ao Pacaembu deve ser diante do Guaratinguetá, no dia 9 de março.

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