Felipe pediu tanto para sair que ninguém insiste para ele ficar

Muitos torcedores perguntam o motivo de Felipe não voltar ao gol corintiano após o fracasso de sua negociação com o Genoa, da Itália. A razão é simples. A relação entre a diretoria do Corinthians e o jogador, que nunca foi boa, se aproximou do insustentável no final de 2007, quando o atleta, após ser rebaixado com o time para a Série B do Brasileiro, resolveu pressionar os dirigentes para receber aumento salarial.

, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2010 | 00h00

A atitude revoltou a diretoria que, a partir daquele momento, decidiu não fazer esforço para segurá-lo. A cada janela de transferência, Felipe ligava e mandava torpedos para o presidente Andrés Sanchez e para o diretor de futebol, Mário Gobbi, nos quais questionava sobre o esforço que o clube faria para arrumar uma negociação no exterior.

Ao mesmo tempo que insistia nessa conversa, Felipe conquistava a simpatia da torcida com boas atuações. A situação deixava Sanchez e Gobbi diante de um dilema: não podiam se desfazer de Felipe por achá-lo inconveniente. Era preciso existir uma proposta minimamente interessante que pudesse servir como álibi.

A tal oferta chegou por meio do Genoa. Os dirigentes viram ali a chance de resolver o problema no qual havia ser tornado a presença do goleiro. Por isso, assim que o acerto entre Felipe e os italianos foi anunciado, a diretoria corintiana se apressou para acertar com outro profissional. O primeiro da lista era Dida, mas quando apareceram as primeiras informações a respeito de um possível fracasso nas conversas entre Felipe e os italianos, o paraguaio Bombadilla foi contratado. /WAGNER VILARON

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