Fernandes: método simples

Treinos técnicos são o trunfo do treinador do Santos

Sanches Filho, O Estadao de S.Paulo

21 de outubro de 2008 | 00h00

O Santos está cada vez mais perto de se livrar por completo da ameaça de queda para a Série B do Campeonato Brasileiro, depois da segunda vitória fora de casa, sábado, diante do Botafogo, no Rio. Antes da rodada do fim de semana o futuro ainda era incerto porque o time precisava, no mínimo, vencer os quatro jogos restantes na Vila Belmiro para chegar aos 45 pontos e não correr mais riscos, tarefa nada fácil porque entre os adversários que vai receber estão Palmeiras e Internacional. "Perigo ainda existe porque são mais oito jogos e vamos precisar ter atenção em todos eles para evitar surpresas desagradáveis", avisou o técnico Márcio Fernandes. Como recompensa pelo bom desempenho da equipe, ele cancelou o treino ontem, dando mais um dia de folga aos jogadores. Mas, não vê razão para festa. "Se quando o time estava naquela situação difícil eu dizia que não havia motivo para desespero, agora não vejo razão para euforia. Aprendi com o mestre Cilinho (ex-técnico do São Paulo) que se Deus nos já deu o dom de jogar futebol é preciso trabalhar com alegria, mas sem exageros."Fernandes foi a solução que o Santos encontrou em casa. Sem imitar os profissionais de ponta, sua primeira providência ao ocupar o lugar de Cuca foi substituir os sonolentos coletivos por treinos técnicos. "Encontrei tudo desarrumado e precisava pelo menos posicionar os jogadores, com seguidos treinos técnicos. Fazer coletivo do jeito como as coisas estavam seria o mesmo que empurrar o lixo para debaixo do tapete." Adepto do chamado "futebol feijão-com-arroz", decidiu armar o time com dois zagueiros, dois laterais comprometidos com a marcação, três volantes de contenção, mas com qualidade técnica, e dois atacantes.Para ter um time, foi obrigado a iniciar um trabalho de recuperação de atletas afastados, como Cuevas, Roberto Brum e Fabão, entre outros. Com os treinos de dois toques em campo reduzido conseguiu baixar quase pela metade o número de passes errados. Estreou com derrota por 1 a 0 contra o Náutico, no Recife, mas precisou de apenas mais quatro jogos para tirar o time da zona do rebaixamento, onde permaneceu por 13 rodadas.

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