Fernandinho estreia na casa são-paulina

Contra o Rio Branco, no Morumbi, atacante tenta repetir atuação de sua primeira partida no time e garantir vaga de titular

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

14 de março de 2010 | 00h00

Definir o companheiro de Washington no ataque é uma das poucas dúvidas de Ricardo Gomes no São Paulo. Hoje, às 17 horas, diante do Rio Branco, numa escalação com alguns reservas, Fernandinho tentará provar que pode ser um dos escolhidos do treinador para o time ideal. Quase no ápice da forma física, o atacante entrará em campo pela primeira vez no Morumbi disposto a brilhar como na estreia - fez quatro gols - e a começar a escrever seu nome na história do clube do coração como sonha desde a infância pobre nas ruas da pequena Ameixas, no interior de Pernambuco.

"Sou de Ameixas, mas não tenho nada a ver com fruta", brinca o jogador. Antes de chegar ao Tricolor, Fernandinho flertou com o Corinthians e ainda foi à Europa verificar a estrutura de alguns clubes que tinham interesse em seu futebol. Ao receber a proposta do São Paulo, não teve dúvidas: fechou na hora.

Nascido em Santo Amaro, na zona sul da Capital, mas criado em Ameixas após a separação de seus pais, Fernandinho sempre gostou de ver os jogos do São Paulo. A paixão foi tão grande que, quando completou 12 anos, ganhou uma camisa 10 do time de presente de uma amiga de colégio. "O melhor presente da minha vida. Era pirata, mas eu adorava. Joguei com ela até sumir a cor, o símbolo..."

Com o "manto sagrado", tentava imitar os ídolos Müller e Raí. Em situações precárias, descalço, num campo de terra batida da pequena cidade, aprontava para cima dos amiguinhos e, ao marcar seus gols, não tinha dúvida de como comemorar. "Gooool do Raí", saía gritando.

Quem o via, garante, elogiava sua forma de jogar e o mandava procurar clubes profissionais. A insistência dos amigos o fez ir ao Santa Cruz para um teste. Passou ainda pelo Náutico até ganhar oportunidade no Central de Caruaru. Boas apresentações e o empresário Juan Figer resolveu contratá-lo. Passou por times da Coreia do Sul, e virou a revelação do Campeonato Brasileiro de 2009 no Barueri. Mudou-se para a tão sonhada casa: o Morumbi. "Agora visto a camisa mesmo, que emoção. É um presente de Deus", chega a ficar com os olhos marejados.

Na quinta-feira, entrou no segundo tempo e deu passe para o segundo gol de Washington contra o Nacional, em Assunção. Para seguir com a parceria, promete superação. "Estou cada vez melhor fisicamente e farei de tudo para repetir, diante do Rio Branco, a boa atuação da estreia. Para ficar mais tranquilo, tenho de fazer pelo menos um gol."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.