Fernando Alonso sofre com a solidão

Nunca se viu um campeão mundial disputar um título em tamanha situação de isolamento

Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

13 de outubro de 2007 | 00h00

Fernando Alonso disputará o GP do Brasil de forma singular: nunca um campeão mundial entrou na pista tão solitário para brigar pelo título. Sem apoio do companheiro de equipe, da escuderia e dos dirigentes da Fórmula 1, o espanhol poderá dizer, se for tricampeão, que lutou contra tudo e contra todos.Solidariedade Alonso só teve da Federação Espanhola de Automobilismo. A entidade conseguiu que a Federação Internacional (FIA) enviasse um fiscal ao Brasil para garantir igualdade de condições entre ele e seu colega de McLaren, Lewis Hamilton, na disputa do título.Brigas entre companheiros de equipe não são novidade na F1. Desde Juan Manoel Fangio e Stirling Moss, a categoria sempre apresentou grandes rivalidades, como a de Ayrton Senna e Alain Prost, ou a de Nelson Piquet e Nigel Mansell.Também não é novidade um piloto entrar em rota de colisão com dirigentes. Senna protagonizou vários embates com o presidente da FIA na época, o francês Jean-Marie Balestre, por considerar que as decisões da entidade eram a favor de seu compatriota, Prost. Desse modo, a decisão da FIA, comandada pelo inglês Bernie Ecclestone, de não punir Hamilton por desrespeitar a distância entre seu carro e o safety car no Japão não pode ser considerada surpresa.O inusitado do caso de Alonso é seu isolamento dentro da equipe. A atitude de criticar abertamente os dirigentes da McLaren e o trabalho da escuderia o deixou totalmente só. O fato reforça a possibilidade de o campeão ir para a Renault em 2008.

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