Giampiero Sposito/Reuters
Giampiero Sposito/Reuters

Ferrari aposta no calor em Monza para voltar a vencer na Fórmula 1

Baixa temperatura na Bélgica prejudicou escuderia que, em casa, espera diminuir distância para Red Bull

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2011 | 00h00

MONZA - Ao contrário do clima frio e chuvoso do último GP, na Bélgica, a previsão meteorológica indica que o calor que faz em Monza - nesta quarta a temperatura chegou a 29 graus - prosseguirá até domingo, data do GP da Itália, 13.º do calendário. Por isso, já no circuito de Spa-Francorchamps Fernando Alonso, da Ferrari, comentou esperar rendimento bem melhor do carro diante da torcida italiana.

Felipe Massa confirmou o otimismo de Alonso: "A baixa temperatura em Spa aumentou nossos problemas de aquecimento dos pneus. Agora em Monza vamos correr com os mesmos pneus (médios e macios), mas felizmente sob muito mais calor". Na Bélgica, Alonso foi quarto e Massa, oitavo.

Vários pilotos já se manifestaram a respeito de como deverão ser as 53 voltas na pista mais veloz do calendário, domingo. E dentre todas as opiniões há um ponto em comum: "Assistiremos a muitas ultrapassagens", diz Massa. "Por causa da natureza de Monza (retas longas) e por termos duas seções no traçado para uso do flap móvel (DRS)."

A Ferrari foi muito bem no GP da Itália do ano passado. Venceu com Alonso, autor da pole também, e teve Massa no pódio. "Como todos, vamos ter uma versão aerodinâmica voltada para a baixa necessidade de pressão da pista, com aerofólios pequenos", explica Massa. Poder passar por cima das zebras, lembrou, é essencial para um bom tempo nos 5.793 metros de Monza. "Em especial na classificação."

CONTRA A RED BULL

Se existe um GP em que Ferrari, McLaren e Mercedes podem quebrar a série extraordinária de 12 pole positions da Red Bull este ano é o da Itália. "Vamos para o que parece ser a pior pista para nós", afirmou Mark Webber, em Spa, depois de terminar em segundo.

É por essa razão que a Red Bull será o time que mais novidades vai apresentar no seu carro, a fim de tentar torná-lo mais rápido também nos traçados onde se exige menor pressão aerodinâmica.

Bruno Senna vai disputar seu segundo GP pela Renault. "Sinto-me muito mais seguro para Monza. Aqui tudo é novidade para mim", comentou em Spa. Ontem, sua equipe anunciou quatro novos investidores, três deles negociados no Brasil: Embratel, Gillette e OGX, companhia de óleo e gás natural. O outro é o laboratório farmacêutico inglês Auden McKenzie.

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