Ferrari critica FIA e ameaça deixar a categoria

O histórico idílio entre a Ferrari e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) pode estar chegando ao fim, depois de mais de meio século de relações exemplares. Ontem a direção da equipe italiana distribuiu comunicado para informar que se Max Mosley, presidente da FIA, insistir na proposta de impor motor único para todos na F-1, "a Ferrari se reserva o direito de repensar, com seus sócios, a permanência na categoria", diz o texto. Veja o canal especial do GP do BrasilA ameaça é grave e coloca em risco a sobrevivência da F-1 porque há a tendência de as demais montadoras poderem seguir o mesmo caminho. Mosley voltou a ser aceito recentemente após o escândalo sadomasoquista em que se envolveu e deseja afrontar o interesse da maioria. Há possibilidade de haver novo boicote à figura do presidente da FIA."A Fórmula 1 sempre se caracterizou pelo desenvolvimento tecnológico e competência de seus participantes", defende a direção da Ferrari. "Conter os custos de disputar o Mundial vai ao encontro do que todos desejam, mas não há sentido em exigir que todos times utilizem o mesmo motor." A revolta dos italianos decorre do fato de na última reunião entre a associação das equipes, Fota, e Mosley, dia 21 em Genebra, o dirigente ter aceitado a sugestão unânime dos representantes das escuderias.Ficou acertado que as seis montadoras forneceriam 25 motores por ano a quem desejasse ao preço de 10 milhões (R$ 30 milhões) e que a partir de 2009 os motores só poderiam ser substituídos a cada três GPs e não apenas dois, como este ano.

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