Ferrari não sentiu muito a falta de Schumacher

Escuderia venceu oito provas e ganhou o Mundial dos Construtores. Raikkonen chega ao Brasil com chances

O Estadao de S.Paulo

21 de outubro de 2007 | 00h00

A temporada que termina hoje, em Interlagos, responde à pergunta que muitos fizeram no fim de 2006, depois do mesmo GP do Brasil: como seria o primeiro ano da Ferrari sem Michael Schumacher? De 1999 a 2004, a equipe italiana estabeleceu com o notável alemão recordes de conquistas históricas na Fórmula 1, como os cinco títulos de pilotos e os seis de construtores. "A escuderia não perdeu apenas Michael Schumacher. Foi reestruturada", disse Luca Colajanni, assessor da Ferrari.Os italianos vão perder a força com a aposentadoria de Michael Schumacher. Era o que mais se comentava na própria Fórmula 1 tão logo o piloto sete vezes campeão do mundo anunciou sua retirada em Monza, no ano passado. "Michael deixou o time junto de Ross Brawn, diretor-técnico e estrategista", comentou Colajanni. "Paolo Martinelli, responsável pelos motores, também assumiu outra função nas empresas do grupo e até Nigel Stepney, ex-chefe dos mecânicos, apesar do que fez (estava envolvido no rumoroso caso de espionagem a favor da McLaren), desempenhava papel importante na equipe."Outro integrante fundamental nesse esquema vencedor era o projetista Rory Byrne. Hoje, ele atua apenas consultor dos projetistas Aldo Costa e Nicolas Tombazis. Jean Todt agora é o diretor-geral da Ferrari. Suas antigas ações como diretor esportivo são exercidas por Stefano Domenicalli e as que eram de Brown na área técnica, por Mario Almondo. Luca Baldisseri assumiu a chefia de engenharia e a responsabilidade pelas estratégias de corrida na Fórmula 1."Com tudo isso, vencemos oito etapas, conquistamos o Mundial de Construtores e nos apresentamos para a prova de encerramento com chances de nosso piloto (o finlandês Kimi Raikkonen) ser campeão", lembrou o italiano. Felipe Massa conheceu as duas organizações, já que começou a trabalhar para a Ferrari em 2003, como piloto de testes, e na temporada passada, na condição de titular, ao lado de Schumacher."Não perdemos força. Se não fossem os problemas de confiabilidade do equipamento, estaríamos na frente da McLaren", afirmou Massa. "Nossa velocidade não diminuiu nada." PROJETOS AVANÇADOSPara o ano que vem a Ferrari já está avançada no projeto de 2008. Terá a distância entre eixos menor. A do atual modelo F2007 é a maior da Fórmula 1. "Acredito que por ser o segundo ano do mesmo grupo de trabalho a tendência é tudo funcionar ainda melhor", comentou Felipe Massa.

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