Ferrari vai à Justiça comum contra a FIA

Entidade não retira limite orçamentário para 2010 e irrita equipe, que considera o fato irregular

Livio Oricchio, O Estadao de S.Paulo

16 de maio de 2009 | 00h00

Não houve acordo, ontem, entre os representantes da associação das equipes, Fota, e Max Mosley, presidente da FIA. Na reunião de Londres, a maior parte dos times não aceitou o limite de orçamento imposto por Mosley para vigorar já em 2010. E, ontem mesmo, diante do fato de o presidente da FIA não concordar em revê-lo, a Ferrari entrou na Justiça francesa, alegando que o dirigente desrespeitou os trâmites normais para mudar as regras do jogo.Mosley já avisou que vai recorrer se a FIA perder em primeira instância. Quarta-feira, em Paris, haverá a primeira audiência. Mas o tempo conspira contra todos. O prazo para inscrição no Mundial de 2010 termina dia 29. "O prazo é esse e não será estendido. Provavelmente teremos entre três e seis equipes que se inscreverão", disse Mosley. E desdenhou de todos os demais, em especial a Ferrari, ao comentar: "É estupidez acreditar que a F-1 vai acabar sem eles. Em 1994, o melhor piloto, Ayrton Senna, morreu e muitos diziam que a F-1 deixaria de gerar interesse."O dirigente comentou que há várias novas escuderias interessadas em disputar o próximo campeonato, numa clara desfeita à ameaça de Ferrari, Renault, Toyota e Red Bull de não se inscreverem. Mas nem tudo foi perdido no encontro de ontem. A regra de dois regulamentos, um para quem aceitar o limite de orçamento e outro para quem não respeitá-lo, já foi retirada. Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, presente na reunião, disse: "Penso que até mesmo o teto de investimento poderá ser aceito, falta agora definir seu valor." Mosley confirmou que a Fota ficou de lhe enviar sua proposta de corte de despesas nos próximos dias.

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