Festa dos 97 anos vira palco político

As festividades pelos 97 anos de fundação do Palmeiras, com direito a banquete ontem na Academia de Futebol, tiveram contornos políticos. Enquanto um grupo de conselheiros aproveitou o evento para recolher assinaturas em favor da apuração do sumiço de R$ 290 mil dos cofres do clube, outros que trabalharam na campanha do presidente Arnaldo Tirone, caso do ex-presidente Mustafá Contursi, preferiram trocar o jantar por uma reunião da Confraria do Jacaré. A iniciativa foi tratada como a ruptura desse grupo com a presidência.

, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2011 | 00h00

No primeiro caso, uma carta com a denúncia foi elaborada e será entregue, junto das assinaturas, a Tirone. O Palmeiras já abriu sindicância para saber onde foi parar o dinheiro. No ano passado, com o aval do clube, o advogado Pedro Renzo resgatou cerca de R$ 1,1 milhão de uma conta destinada a valores referentes a tributos discutidos na justiça, mas o valor final que chegou ao clube foi menor. "Desde já requeremos que sejam tomadas as medidas cabíveis, tanto na esfera estatutária, quanto na judicial, para ressarcimento do prejuízo, bem como a devida punição dos responsáveis", diz parte do texto.

Separação. Tirone está no meio de uma crise com a base de conselheiros que o elegeu. Integrantes do grupo comandado por Contursi argumentam que o presidente não cumpriu o projeto elaborado para a administração, além de fazer questão de manter na diretoria gente ligada à administração de seu antecessor, Luiz Gonzaga Belluzzo. O racha político é iminente.

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