Festa e negócios fora de campo

Brasil x França lotou o estádio de torcedores, mas também atraiu empresários, dirigentes e personalidades

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2011 | 00h00

A partida entre Brasil e França, ontem, em Paris, teve repercussão muito maior do que um simples amistoso. Para patrocinadores, o jogo foi um palco ideal para começar 2011 com alta exposição. Para a Nike, fornecedora de materiais esportivos das duas equipes, foi a ocasião de mostrar sua força. Para cartolas, agentes de jogadores e atletas, o evento se transformou numa grande oportunidade para encontro de negócios.

O dia não começou com uma preleção do técnico Mano Menezes ou com a exibição de um vídeo sobre o time da França aos jogadores brasileiros. Pela manhã, Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), se reuniu com o presidente do Barcelona, Sandro Rossell, e a própria cúpula da Federação Francesa de Futebol. Rossell, que viajou até Paris, foi por anos o representante da Nike no Brasil.

De fato, a Nike também usou o evento ontem como uma grande plataforma de publicidade e levou toda a cúpula para Paris. A França rompeu no fim de 2010 mais de 30 anos de contrato com a Adidas, multinacional alemã, por um contrato quatro vezes maior com a empresa americana, no valor de US$ 320 milhões. O clássico de ontem serviu também para aliviar financeiramente a situação da Federação Francesa, que teve em 2010 um déficit em suas contas de 1,3 milhão. Perdeu patrocinadores com o fiasco da Copa da África do Sul e foi obrigada a pagar indenizações milionárias.

A Nike não foi a única a enviar representantes a Paris. Dirigentes do Itaú, patrocinador da seleção e da Copa de 2014, também estiveram na capital francesa. No lobby do hotel da seleção, jogadores usavam o tempo livre para se reunir com empresários. Jadson, Luizão e Julio Cesar foram alguns deles.

Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, também apareceu na concentração do Brasil. Ele foi à França para negociar a renovação do contrato do clube com a Nike. Questionado sobre o que faria em Paris, Andrés se recusou a responder.

No setor VIP do Stade de France, o trabalho de bastidores prosseguia. Só a Kentaro, empresa que organiza os jogos do Brasil, convidou 120 empresários e personalidades consideradas chave no mundo dos negócios.

Alegria na plateia. As arquibancadas ficaram lotadas e boa parte da cidade parou para o clássico de ontem, embora tratasse apenas de um amistoso.

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