FHC alerta sucessor sobre o Pan

O presidente Fernando Henrique Cardoso aproveitou uma descontraída solenidade de comemoração da medalha de Prata na Liga Mundial de Vôlei e da escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Pan-Americanos de 2007 para advertir os próximos governantes da necessidade de o País investir e se preparar para a competição. Segundo o presidente, a indicação do Rio foi importante, mas é preciso começar, a partir de agora, os preparativos para realização dos Jogos, que vão desde a construção e reforma da infra-estrutura (ginásios, estádios, piscinas e alojamentos), até o treinamento do pessoal que trabalhará no evento. "Vamos todos nos preparar para 2007 e temos de começar já, não só as construções, como buscar os apoios que serão necessários", avisou o presidente. "E eu tenho certeza de que meu sucessor, venha ele quem vier a ser, vai dar apoio, com o mesmo entusiasmo e apoio que eu dou", prosseguiu ele, acrescentando que "para o Rio de Janeiro poder receber realmente o Pan-Americano, nós vamos ter de fazer muitas construções, vamos ter muito trabalho: prefeitura, governo estadual, governo federal e temos de preparar nosso pessoal, treinar nosso pessoal para chegarmos, como vamos chegar, com moral elevada". Quebrando todos os protocolos, fizeram discursos desde os jogadores da seleção de vôlei, até os responsáveis pela vinda do Pan-Americano para o Rio de Janeiro, que transformaram a sala ao lado do gabinete presidencial em um salão de festas. A descontração foi tanta que Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, fazendo o papel de mestre da cerimônia, ia encerrando a solenidade sem que Fernando Henrique discursasse. A presença dos jogadores mudou o tradicional clima de formalidade do Planalto, com funcionários saindo de vários gabinetes para ver a seleção de vôlei masculina. Até a filha do presidente, Luciana Cardoso, que trabalha no palácio, foi ver de perto os vice-campeões e ficou impressionada com a altura deles. Ao receber do capitão Nalbert, uma camisa da seleção, autografada por todos os jogadores, Fernando Henrique não escondeu o espanto com o 1,95 m de altura do jogador, 20 centímetros a mais do que ele. O presidente destacou ainda, depois de receber recortes de jornais estrangeiros elogiando seu apoio, que todos se empenharam e tiveram vontade política para trazer a competição para o Brasil. "Nessas matérias, nós não temos que ver diferença entre estado, município, União, corpo partidário. Sobrepassa tudo isso porque é uma questão que toca o coração de todos nós, de todos os brasileiros e é uma demonstração de vitalidade de nosso povo". O ministro dos Esportes, Caio de Carvalho, por sua vez, avisou que os jogos exigirão investimentos de US$ 178 milhões. Ressalvou, no entanto, que os ganhos e compensações serão seis vezes maiores, com geração de empregos e melhorias sociais para a cidade.

Agencia Estado,

27 Agosto 2002 | 19h48

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