Fiba aponta critérios para convite ao Mundial de Basquete

Brasil acata todas as exigências da entidade, mas o problema é que outros países também têm as mesmas condições

AMANDA ROMANELLI, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2013 | 02h13

SÃO PAULO - A Federação Internacional de Basquete (Fiba) divulgou ontem os critérios que as seleções candidatas a um convite para a Copa do Mundo de 2014, que será disputada na Espanha, devem atender. O Brasil, que não conseguiu a classificação em quadra após o fracasso na Copa América, está na briga por uma das quatro vagas restantes.

Diretor técnico da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Vanderlei Mazzuchini avaliou as exigências da Fiba como abrangentes e que o Brasil poderá cumpri-los sem grandes dificuldades. "A questão é que a maioria (dos que buscam vaga) também atende os critérios. Vamos montar nossa proposta com aquilo que é o mais relevante para a gente. Na verdade, quem vai decidir é a Fiba, então é difícil tirar algum tipo de conclusão agora."

A Fiba dividiu seus critérios em grupos: esportivo e promocional, econômico e governamental. No campo esportivo, a entidade avaliará entre os candidatos a popularidade do basquete no país, os últimos resultados das seleções, a realização de torneios Fiba no país e o comprometimento dos principais atletas em disputar o Mundial.

Garantir a presença dos atletas que atuam especialmente na NBA é o principal desafio brasileiro - o número de pedidos de dispensas para a Copa América foi alto, o que causou grande prejuízo à equipe que viajou para a Venezuela em busca da classificação que não veio. "Quanto a isso (presença dos jogadores), estamos tranquilos. Nenhum atleta tem hoje qualquer restrição em defender o país", garantiu Mazzuchini.

O Brasil tem alguns diferenciais dentro de quadra. Junto dos EUA, atuais campeões olímpicos, é o único país que participou de todas as edições do Mundial. Após longo hiato, esteve na última Olimpíada e conquistou o 5.º lugar - está, atualmente, na 10.ª posição do ranking. Além disso, será sede dos próximos Jogos Olímpicos, em 2016. "São fatores importantes que vamos mostrar. Temos uma história vencedora", afirmou Mazzuchini.

Nas questões extraquadra, os brasileiros também não devem enfrentar problemas. O basquete é um esporte popular no país, que já recebeu eventos da Fiba (como o Mundial Feminino, em 2006). A CBB tem acordo em vigência com a SporTV para a transmissão de partidas da seleção e tem recebido apoio do Ministério do Esporte.

Os interessados enviarão suas propostas à Fiba, que fará um primeiro corte na lista de candidatos na reunião do Comitê Executivo nos dias 23 e 24 de novembro, em Buenos Aires. Os quatro escolhidos serão revelados no encontro do comitê nos dois primeiros dias de fevereiro, em Barcelona, antes do sorteio dos grupos do Mundial.

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