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Ficar entre os sete primeiros, a meta brasileira na Paralimpíada de Londres

Com delegação menor do que em Pequim, mas com preparação melhor, objetivo é de evolução

VALÉRIA ZUKERAN , ENVIADA ESPECIAL / LONDRES, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2012 | 03h07

LONDRES - Fazer mais com menos atletas será o desafio da delegação brasileira na Paralimpíada de Londres, que terá a abertura hoje. O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, está confiante na possibilidade de colocar o País em posição no ranking superior à de quatro anos atrás - da nona colocação para a sétima -, apesar de contar com seis atletas a menos do que em Pequim (188 para 182)

"Não há engenharia. Trabalhamos para qualificar melhor os atletas. Afinamos o funil. Temos menos gente competindo, mas os critérios classificatórios para esses Jogos foram mais exigentes'', explica Parsons. Os principais atletas do Brasil, segundo ele, tiveram uma preparação superior neste ciclo paralímpico em relação ao grupo que foi à China. Ele lembra, por exemplo, que a maior parte da delegação não fez aclimatação antes dos Jogos de Pequim. Agora, parte dela foi para a Espanha fazer treinamento em altitude. E todos os atletas ficaram concentrados em Manchester nas últimas semanas antes dos Jogos.

Mas, segundo o presidente do CPB, esse é apenas um detalhe de um longo projeto de preparação elaborado em 2009 com a ajuda dos dirigentes das confederações esportivas, já visando a 2016. Para colocá-lo em prática, o aumento no orçamento da entidade, de R$ 77 milhões no ciclo 2005/2008 (repasses da Lei Agnelo Piva e patrocinadores) para R$ 165 milhões entre 2009 e 2012 foi providencial. "Nos últimos anos, incrementamos os intercâmbios internacionais de forma que nossos atletas pudessem competir mais contra seus maiores adversários'', ressalta.

A entidade também criou o que chama "Programa Ouro'', que bancou o pagamento de grupos disciplinares (técnicos, nutricionistas, fisioterapeutas) para competidores de ponta, e apoiou a iniciativa do governo estadual de São Paulo e municipal do Rio de investir em atletas - o Time Rio e o Time São Paulo.

Parsons garante que a base não foi esquecida. Hoje, diz, a Paralimpíada Escolar de São Paulo é a competição do gênero com maior número de participantes no mundo. Esta e outras disputas regionais têm servido para destacar jovens talentos que poderão vir a ser novos astros e estrelas a partir dos Jogos do Rio, em 2016. Além disso, o CPB ajuda a manter 22 clubes especializados na formação de novos talentos.

Todo o planejamento, no entanto, não é garantia de sucesso. Os resultados de Londres, segundo Andrews, serão importantes para determinar se o caminho tomado é o certo ou se mudanças serão necessárias. Para o Rio-2016, a meta já estipulada para o Brasil é chegar na quinta posição.

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