Fiel vai protestar e prega fim da paz com a diretoria

A diretoria do Corinthians e a Polícia Militar (PM) armaram um forte esquema de segurança na expectativa de que a torcida fosse violenta no protesto de ontem, quando a equipe fez o primeiro treinamento após a eliminação para o Tolima, na pré-Libertadores. Mas muito pouco ocorreu. Pouco mais de 30 corintianos apareceram no Centro de Treinamento Joaquim Grava, no Parque Ecológico. Estouraram rojões, gritaram, mostraram algumas faixas, mas foram embora sem entrar em confronto com a polícia e os seguranças contratados pelo clube.

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2011 | 00h00

"Ronaldo, c..., fora do Timão!" e "P..., que saudade, de quando o Timão jogava de verdade" foram alguns dos cânticos entoados pelos torcedores. O que não mudou o ritmo do treinamento leve imposto pelo técnico Tite aos jogadores que não atuaram diante do Tolima.

A Gaviões da Fiel promete um protesto com mais força hoje. O time treina pela manhã no CT e a torcida organizada pretende amealhar um número maior de integrantes para fazer barulho durante o último trabalho antes do clássico com o Palmeiras, amanhã, no Pacaembu. Faz uma promoção do "evento" nas redes sociais. Prega o fim da paz com a diretoria alvinegra.

A PM monitora o Centro de Treinamento corintiano desde a noite de quarta-feira, quando o time foi derrotado por 2 a 0 na Colômbia. Ontem havia cerca de 30 homens armados no local, inclusive da Tropa de Choque. O Corinthians foi aconselhado a fazer seus treinamentos fora de São Paulo antes do clássico, mas não atendeu à recomendação da polícia. Os jogadores, no entanto, não foram com seus carros pessoais para o treinamento. Encontraram-se num hotel e seguiram num ônibus escoltado.

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