Fifa adota passaporte biológico

A Fifa anunciou ontem que vai intensificar a luta contra o doping na Copa do Mundo do ano que vem. Para isso, a entidade vai adotar o passaporte biológico, método criado pela Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês) e já utilizado em várias modalidades. A novidade será usada também na Copa das Confederações, em junho.

ZURIQUE, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2013 | 02h04

A adoção do passaporte biológico foi consequência de uma reunião feita na quinta-feira, em Zurique, pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o da WADA, John Fahey, além de outros dirigentes das duas entidades. A WADA considera que a Fifa faz muito pouco para combater o doping no futebol, por isso Blatter decidiu tomar uma providência para melhorar a imagem do esporte que comanda.

"É nosso compromisso combater essa grave ameaça e temos o desejo de trabalhar de mãos dadas com a WADA", disse o presidente da Fifa.

O passaporte biológico é feito com base no perfil genético de cada atleta. O teste antidoping propriamente dito consiste na comparação de amostras de sangue e urina com os dados do perfil - se aparecer uma alteração importante nessas amostras, caracteriza-se o doping.

A Fifa pretende produzir o passaporte biológico de todos os jogadores que disputarão a Copa das Confederações, torneio que servirá como um teste para o sistema. Caso ele funcione bem, será usado também na Copa do Mundo - novamente em todos os jogadores inscritos na competição. Os testes serão feitos não apenas após os jogos, mas também durante treinos das seleções participantes.

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