Andre Lessa/AE
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Fifa ajuda e Rivaldo já pode jogar no S. Paulo

Entidade providenciou o envio da documentação do meia, que deve ser apresentado oficialmente até sexta-feira

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2011 | 00h00

Rivaldo está liberado para jogar pelo São Paulo. O Bunyodkor, ex-clube do jogador, não queria dar o atestado liberatório antes que o atleta abrisse mão de receber um ano de salário (cerca de R$ 11 milhões) devido pela equipe usbeque. A Fifa foi acionada e, antes do que era previsto - chegou a se estipular que demoraria até 20 de fevereiro -, enviou documentação deixando o meia à disposição da equipe paulista.

O campeão mundial em 2002 ainda não tem data definida para voltar aos gramados, mas deve ser apresentado à torcida até sexta-feira. "Finalmente essa novela acabou", comemorou o jogador, em entrevista ao Globoesporte.com. É certo que até o dia 27 de fevereiro, quando o São Paulo enfrenta o Palmeiras, o jogador vai estrear. Essa é a data de seu reencontro com Luiz Felipe Scolari, que vetou sua contratação pela equipe alviverde sob a justificativa de que o veterano de 38 anos já não tem a mesma mobilidade de antes.

O São Paulo já começou a vender a camisa 10 que Rivaldo utilizará na equipe (leia mais nesta página). O clube, no entanto, ainda faz pressão para que o jogador se licencie da presidência do Mogi Mirim. Os dirigentes tricolores querem evitar qualquer possível complicação ética que as duas funções possam gerar. Farão, até mesmo, uma consulta à Fifa e à CBF sobre o tema.

Rivaldo, contudo, mostra-se relutante em deixar o comando do clube do interior. "Esse assunto não está em pauta. Continuo presidente do Mogi Mirim até que alguma lei que impeça isso de acontecer seja apresentada ao meu departamento jurídico", salientou o agora jogador são-paulino. "Não assumi a presidência do Mogi Mirim para brincar. Isso é coisa séria. Quem afirmou que eu sairia é mentiroso."

Carpegiani reticente. Enquanto os dirigentes são-paulinos comemoram o efeito de marketing que a contratação deve criar, o técnico Paulo César Carpegiani mostra pouco otimismo de que Rivaldo possa assumir a camisa 10 e ser o centralizador das jogadas de ataque da equipe.

"Não tenho condições de responder como aproveitar o Rivaldo", contou o treinador, que ainda não conversou com o atleta. "Não sei suas condições. Está se criando uma imagem de dependência total. Isso é um assunto perigoso, é preciso ter muito cuidado. Ele não vai ser a nossa salvação, não queremos jogar toda a responsabilidade nele. Ele será útil." / COLABOROU PAULO FAVERO

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