Fifa aprova, finalmente, o projeto do Morumbi

Após críticas, entidade elogia o último plano mostrado pelo São Paulo, que deve credenciar estádio a receber abertura

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2010 | 00h00

Depois de meses de desentendimentos, a Fifa, enfim, anuncia que está satisfeita com os planos apresentados pelo São Paulo para a reforma do Morumbi para a Copa de 2014. Mas não deixa de alertar: o desafio agora será o de traduzir o que está no papel para a realidade. O estádio passa a ser favorito a receber o jogo de abertura da competição.

A Fifa e o São Paulo vinham travando "briga". Os projetos entregues pelo clube à entidade eram considerados insuficientes. Jerome Valcke, secretário-geral, afirmou ao Estado há menos de um mês que o plano apresentado qualificava o estádio só para receber a primeira fase e, no máximo, as oitavas de final.

De acordo com a assessoria de imprensa da Fifa, um novo projeto foi entregue há poucos dias. "As informações que recebemos agora são boas e o projeto atende às nossas exigências. Pelo menos no papel, estamos indo na direção certa finalmente", disse Valcke ontem.

O dirigente insistiu que não quer ser visto como "carrasco" dos objetivos de São Paulo. "Não queremos um conflito entre a Fifa e São Paulo", declarou. "Nossas exigências existem apenas para que um estádio fique bonito para a Copa, são critérios técnicos e de segurança que precisamos ver cumpridos para aprovar o projeto", disse.

Valcke admite que as diferenças se tornaram uma "novela" entre a Fifa e o São Paulo. Mas evitou dar detalhes sobre o que mudou entre um plano e outro. "O São Paulo entendeu finalmente o que pedimos. Agora, o projeto está na linha que a Fifa propôs desde o início."

Semifinal. Embora o projeto tenha sido aprovado, isso não significa que o Morumbi já esteja garantido na semifinal. "Isso vamos discutir depois e será uma decisão que caberá ao comitê organizador e à Fifa."

De acordo com Valcke, o desafio a partir de agora será garantir que o que está aprovado no papel será transformado em realidade, seguindo o modelo da Fifa. "Precisamos garantir que não haja diferença entre o que está no papel e o que será feito." Valcke ainda insinuou que começará a pressionar os organizadores, a partir de meados do ano, a mostrar o andamento das obras, que estão atrasadas.

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