Fifa ataca a farra de naturalizações

Jogadores brasileiros são o principal alvo de Joseph Blatter

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

08 de maio de 2008 | 00h00

A Fifa quer leis mais duras contra a naturalização de jogadores brasileiros pelo mundo. Ontem, o presidente da entidade, Joseph Blatter, alertou que, a continuar no ritmo atual, a Copa de 2014, no Brasil, teria metade dos atletas vindo do próprio País jogando por várias seleções. A idéia da Fifa - que divulgou o novo ranking, com o Brasil apenas dois pontos atrás da líder Argentina (veja ao lado) - é exigir que um jogador atue em um país por cinco anos antes de mudar de nacionalidade. Hoje, alguns governos exigem apenas dois anos de ?carência? até conceder a mudança.Blatter está assustado com a quantidade de brasileiros que atuam por outras seleções. Na avaliação dele, há "abuso??, principalmente na Europa. "Introduzimos a lei que exige dois anos, no mínimo, de permanência do jogador em um país e vimos que três brasileiros imediatamente mudaram sua nacionalidade para jogar pelo Catar??, disse. "Vamos endurecer.??Blatter lembrou que, no Brasil, existem 6 milhões de jogadores e fez um cálculo um tano simplista: "Se apenas 1% mudar de nacionalidade, teremos 60 mil brasileiros atuando pelo mundo, muitos dos quais seriam bons o suficiente para atuar por seleções nacionais.??O ataque de Blatter é, também, contra os grandes clubes europeus, que têm nacionalizado estrangeiros para poder contratar maior número de atletas de fora do continente. Ele propõe que até 2012 um time use pelo menos seis jogadores nacionais em suas escalações.

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