Fifa cogita dar ingresso para encher estádios

Fracasso de público na África do Sul assusta Joseph Blatter, que admite até distribuir entradas de graça aos pobres para ocupar espaços vazios

Luiz Antônio Prósperi, O Estadao de S.Paulo

16 de junho de 2009 | 00h00

Apenas uma rodada da Copa das Confederações foi suficiente para a Fifa entender que não vai ser nada fácil encher os estádios na África do Sul. Nos jogos entre Espanha e Nova Zelândia, no domingo, e Brasil e Egito, ontem, o público foi bem abaixo do esperado. "Ficamos satisfeitos com o público, mas não com o número de torcedores nos estádios", admitiu Joseph Blatter, presidente da Fifa. "Fizemos uma reunião com o Comitê para resolver isso. Temos de nos organizar para preencher os espaços vazios." Preocupado, Blatter revelou que pode distribuir ingressos de graça aos mais pobres. "Deve haver ação. Temos de trazer as pessoas para os estádios. Principalmente as que não podem pagar por ingressos, os jovens e pobres", disse o dirigente, ontem, em Bloemfontein.Os homens de negócio da Fifa haviam ficado decepcionados logo no sábado, no Royal Bafokeng Stadium, da cidade de Rustenburg, que abrigou o jogo da Espanha contra a Nova Zelândia. Apenas 21.649 torcedores compareceram ao estádio, que tem capacidade para 42 mil pessoas.Ontem, mais uma grande decepção. Blatter esperava um bom público para Brasil e Egito. Afinal de contas, estariam se enfrentando os pentacampeões do mundo, com o ídolo Kaká em campo, e os atuais campeões da África. Contudo, apenas 27.851 torcedores foram ao Free State Stadium de Bloemfontein, estádio para 48 mil pessoas. Diante das arquibancadas vazias, Blatter pediu um tempo. "Não dá para fazer nada agora, mas temos de pensar nas próximas partidas. Os preços dos ingressos não são altos. Por favor, nos deem de dois a três dias para tomarmos uma providência", disse o presidente da Fifa.Blatter tem de apertar o passo. Nem os ingressos com preço mais barato, a US$ 7 (R$ 14), valor subsidiado pela Fifa apenas para os residentes na África do Sul, se esgotaram no jogo de ontem do Brasil, mesmo com o forte apelo popular da seleção entre os sul-africanos.

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