Fifa espera um recorde de público

Entidade acredita em média de até 48 mil torcedores nos estádios japoneses durante a competição que começa hoje; Santos desembarcou ontem

LUÍS AUGUSTO MONACO , NAGOYA, ENVIADO ESPECIAL, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2011 | 03h08

A Fifa deu um voto de confiança para o Japão ao confirmar o país como sede do Mundial mesmo depois de ter sofrido com a passagem do brutal tsunami de março, e em troca espera ver registrada a melhor média de público da história do torneio. O recorde hoje pertence à edição de 2007, em que o Milan, de Kaká, bateu o Boca Juniors na final, com 45.553 pessoas por jogo. Este ano a média pode chegar a 48 mil se todos os ingressos forem vendidos.

"Para os três jogos em Yokohama (o primeiro do Barcelona, a disputa pelo terceiro lugar e a final) não há mais bilhetes. O objetivo da Fifa e do Comitê Organizador Local é garantir casa cheia também nas cinco partidas em Toyota. O fato de o time da casa (Nagoya Grampus, que joga em Toyota) ter perdido o título japonês para o Kashiwa Reysol atrapalha um pouco", afirmou ontem, numa entrevista da qual também participaram membros da Federação Japonesa, o secretário-geral da Concacaf, Chuck Blazer.

A aposta no recorde seria mais segura se Tóquio fosse uma das sedes da competição. Com um estádio para 60 mil pessoas, a capital poderia tirar proveito do bom momento do futebol do país - a seleção masculina ganhou a Copa da Ásia, e a feminina levou o Mundial pela primeira vez. Yokohama tem capacidade para 68 mil torcedores, e o de Toyota - selecionado porque está completando dez anos de existência - comporta 36 mil.

O Japão se acostumou a ser sede da antiga versão do Mundial, aquela que colocava frente a frente o campeão da Europa e o da América do Sul num jogo único. No modelo novo, que estreou em 2000 com a vitória do Corinthians no Brasil e depois levou cinco anos para ter uma segunda edição, foi o organizador entre 2005 e 2008 - os Emirados Árabes Unidos receberam a competição em 2009 e 2010 e não foram bem, com média de público de 19,5 mil e 25 mil respectivamente. Já garantido como organizador em 2012, o país quer mais no Congresso da Fifa, que será realizado dias 16 e 17 em Tóquio para decidir as sedes dos eventos seguintes.

"Temos público entusiasmado por futebol e podemos fazer um rodízio entre as cidades do Mundial. O importante é que a final seja em Yokohama, porque é o maior estádio do Japão", afirmou Junji Ogura, presidente da Federação Japonesa de Futebol.

Santos em Nagoya. A delegação santista saiu de Frankfurt, na Alemanha, às 13h45 (horário local) de ontem e por volta das 22h (Brasília) chegou a Nagoya, no Japão. A partir de agora, os jogadores finalmente vão voltar a ter contato com a bola, o que não acontecia desde o treino de sábado passado, no Centro de Treinamento Rei Pelé.

Hoje, por volta das 6h (de Brasília), Muricy vai começar a repassar tudo o que foi feito nos últimos dez dias: treinos de domínio de bola, jogadas de bola parada, de ataque e de defesa (cobranças de escanteios e de faltas perto da área), de saída da defesa para o ataque e finalizações.

Até segunda-feira, os jogadores terão pelo menos um trabalho diário com bola em Nagoya. O Santos estreia dia 14, quarta-feira, no estádio de Toyota. O seu adversário vai ser definido no domingo.

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