Fifa estuda ''''central anticorrupção''''

Entidade quer ter maior controle sobre as negociações de jogadores

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

04 de outubro de 2007 | 00h00

A Fifa adotará novas regras na luta contra a lavagem de dinheiro em negociações envolvendo jogadores de futebol. Até o final do mês, a entidade espera aprovar outros procedimentos para a atuação de agentes de atletas e ainda estabelecer uma espécie de central de dados sobre transferências. A medida surge em um momento em que a Fifa tenta atacar a corrupção no futebol e poderia evitar situações como as que envolvem o Corinthians e a parceria com a MSI.A meta da Fifa, revelado ao Estado, é a criação de uma central de informações com dados como o valor da transferência dos jogadores, a quem o dinheiro foi pago, de onde saiu e quanto irá para o bolso do atleta.Nos últimos anos, escândalos foram identificados inclusive em transações de astros como Ronaldinho Gaúcho. Seu ex-clube, o Paris Saint-Germain, está sendo investigado por ter desviado parte do pagamento recebido do Barcelona por ceder o craque a contas secretas.Uma das preocupações da Fifa é de que, com a alta no preço dos jogadores, agentes aproveitem para não declarar parte dos valores. Os problemas, porém, seriam resolvidos com o novo sistema.A esperança da Fifa é de que o novo código seja aprovado no dia 30 de outubro, pelo comitê executivo. Se isso ocorrer, um projeto piloto será implementado a partir de janeiro. Outra medida será a de avaliar a compra de jogadores por fundos, como ocorreu com a MSI e os atletas do Corinthians.O Comitê Estratégico da Fifa, que se reúne pela primeira vez na próxima terça-feira, ainda tentará fazer avançar a proposta de se criar um mecanismo pelo qual todos os clubes terão de declarar quem são seus proprietários e de onde vem o dinheiro.O objetivo da entidade é que todas as novas regras e mecanismos de controle acabem criando um pacote de leis inéditas sobre o licenciamento dos clubes de futebol no futuro.

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