Fifa faz seguro de US$ 650 milhões

Dinheiro é para evitar perdas caso Mundiais de 2010 ou de 2014 sejam cancelados ou mudados de país

Jamil Chade, GENEBRA, O Estadao de S.Paulo

25 de outubro de 2008 | 00h00

A Fifa fez seguro milionário para as Copas do Brasil, em 2014, e África, em 2010, para evitar perdas caso o evento seja cancelado ou mudado de país. A entidade máxima do futebol garantiu estar confiante que a atual crise financeira não atingirá nem a Copa no Brasil nem a Copa em 2010 na África. Mas, mesmo assim, fechou seguro de US$ 650 milhões para os eventos. "Para garantir as Copas de 2010 e de 2014 - e evitar prejuízos com desastres ou outros atos - decidimos fazer um seguro para os eventos", afirmou Sepp Blatter, presidente da Fifa. A entidade garante que o seguro serve para proteger qualquer situação em que o evento tenha de ser adiado ou mudado de local. Mas a Fifa garante que essa é uma prática comum. "Não há nada que indique falta de confiança no comitê organizador de 2010", afirmou a entidade. A Fifa insiste que sempre houve um seguro para os eventos contra catástrofes naturais ou outros problemas, entre eles terroristas, guerras, epidemias e instabilidade política ou econômica. Para 2010, Blatter disse que o orçamento está praticamente fechado. A Fifa está monitorando cuidadosamente e ainda garante que a crise, que vem atingindo muitos clubes europeus, não está afetando a entidade.Blatter ainda aprovou um tempo de férias para os jogadores que participarão da Copa de 2010. Entre os dias 13 e 23 de maio de 2010, nenhuma partida de clubes poderá ser disputada. O objetivo é garantir que os jogadores estejam em forma para o evento.Mas a Fifa já vê uma fila de países que querem ser sede da Copa de 2018 e 2022. Já demonstraram isso México, EUA, Inglaterra, Espanha, Holanda-Bélgica, Rússia, Austrália, Catar, China e Japão. Blatter ainda não tomou uma decisão sobre como será o procedimento. Uma das decisões é de que os processos para as duas datas ocorram simultaneamente e a decisão já seja tomada até 2022. Os europeus esperam ganhar a corrida por 2018, abrindo caminho para a Ásia quatro anos depois.

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