Fifa garante: terrorismo não intimida

Jerome Valcke responde a manifesto de braço da Al-Qaeda dizendo que nada impedirá realização da Copa da África do Sul

, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2010 | 00h00

JOHANNESBURGO

A Fifa respondeu ontem à suposta ameaça feita por um braço da organização terrorista Al-Qaeda, que em artigo publicado em uma revista islâmica insinuou que poderia promover um atentado a bomba durante o jogo entre Inglaterra e Estados Unidos, em Rustenburgo, pela Copa do Mundo da África do Sul. O secretário-geral da entidade, Jerome Valcke, disse o que dele se esperava: que nada vai atrapalhar a realização do Mundial.

"Não é porque recebemos uma ameaça que vamos deixar de realizar a Copa na África do Sul ou em qualquer outro país"", disse Valcke. "Claro que sabemos da suposta ameaça. Mas eles (os terroristas) nos dizem isso e mesmo assim temos a liberdade de fazer qualquer coisa que quisermos.""

O cartola fez a declaração durante a apresentação dos modelos dos ingressos que serão usados no Mundial. Mostrar tranquilidade em um evento que teve transmissão ao vivo por várias emissoras de tevê sul-africanas foi um passo bem pensado. Uma maneira encontrada pela Fifa para dizer que confia no plano de segurança para a Copa.

Valcke falou sobre isso também e lembrou que a Fifa está trabalhando com ministérios da área de segurança na África do Sul e com agências de inteligência de todo o mundo com o objetivo de evitar problemas. "Não estamos trabalhando apenas com as nações que vão participar da Copa, mas com todas que possam nos ajudar a evitar qualquer tipo de atentado.""

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