Fifa: Havelange é cabo eleitoral de Teixeira

RIO

, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2010 | 00h00

No discurso de abertura da Soccerex Global Convention, o presidente de honra da Fifa, João Havelange, foi enfático ao se apresentar como cabo eleitoral de Ricardo Teixeira, numa eventual candidatura do atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para comandar a Fifa após o Mundial de 2014.

"O Ricardo já mostrou ser um ótimo administrador. É preparado. Se vier a ser lançado como candidato será sem dúvida uma grande conquista para o futebol mundial", declarou Havelange, que já foi sogro de Ricardo Teixeira.

Por alguns minutos, com a voz firme e o olhar fixo, Havelange discorreu sobre qualidades que atribui ao comandante da CBF. Disse que o dirigente foi responsável pela conquista de duas Copas pelo Brasil (1994 e 2002), que fala bem inglês e francês e é um homem de formação no sistema financeiro. "Por tudo isso, digo, ele está muito bem preparado", assegurou.

Nos estandes da Soccerex havia campanha declarada pela sede dos dois mundiais após o evento no Brasil. Um deles, o da Coreia do Sul, defendia a Copa conjunta com a Coreia do Norte em 2012 numa área destacada do salão montado no Forte de Copacabana. A poucos metros, o estande do Catar, também candidata à sede da Copa daqui a 12 anos, oferecia vasto material sobre as principais atrações turísticas do país.

O evento no Forte de Copacabana reuniu vários desportistas, como o presidente do Comitê Organizador da Olimpíada de 2016, que vai ser realizada no Rio de Janeiro, Carlos Arthur Nuzman, o ministro do Esporte, Orlando Silva, e dirigentes de clubes. Numa das alas, Roberto Dinamite, que dirige o Vasco, evitou a aproximação de Eurico Miranda, que preside o Conselho Deliberativo do clube. Os dois são desafetos declarados.

Ausência. Entre os expositores havia representantes de cinco cidades-sede do Mundial de 2014, todos com estandes exclusivos: São Paulo, Rio, Minas, Bahia e Rio Grande do Sul. Chamava a atenção a ausência de um espaço destinado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ou ao Comitê Organizador Local (COL) do Mundial.

De acordo com Rodrigo Paiva, diretor da CBF e do comitê, a divulgação da Copa na feira já estava a cargo de estandes de algumas cidades.

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