Marcos Brindicci/Reuters
Marcos Brindicci/Reuters

Fifa pede mais segurança para o governo, mas garante torneio até o fim

Nos bastidores, entidade elabora uma espécie de plano B caso violência saia de controle

JAMIL CHADE e LEONARDO MAIA - Enviados especiais, Agência Estado

21 de junho de 2013 | 15h09

Atualizado às 17:55

RIO – O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, afirma que pediu mais segurança ao governo para a realização da Copa das Confederações, enquanto nos bastidores a entidade elabora uma espécie de plano B caso a violência no Brasil saia de controle. Oficialmente, Valcke insiste que o torneio irá até o final e que a Fifa é o “alvo errado” das manifestações. “Não temos responsabilidade”, insistiu.

Valcke falou com um pequeno grupo de jornalistas brasileiros após se reunir com membros do Comitê Executivo da Fifa e com a CBF, entre eles Marco Polo Del Nero. “Pedimos a segurança que nós precisamos para ter o torneio até o final”, disse. Questionado de quanto seria o aumento dessa segurança, ele garantiu que essa é uma questão que o governo tem de dizer.

Oficialmente, ele aponta que não existe o risco de que o torneio saia do país. “A Copa das Confederações está ocorrendo no Brasil e a Copa terá de ocorrer no Brasil. Vamos garantir que ocorra da melhor maneira possível”, disse. Questionado se haveria uma alternativa para levar a Copa a outro lugar, ele apenas riu. “Não há plano B”, completou.

Mas o Estado apurou que não só existe um plano B para todas as competições da Fifa como, no caso do Brasil, a estratégia seria a de levar os últimos jogos do torneio a outros países.

A fonte próxima à Fifa, porém, insiste que essa opção só seria acionada como última alternativa, no caso de uma delegação ou um membro da entidade seja alvo de um atentado, como ocorreu com times africanos em Angola há dois anos. 

Valcke ainda saiu em defesa da Fifa, diante do fato de que manifestantes de todo o país o atacam pelos gastos com a Copa do Mundo. Ele insistiu que a situação precisa estar resolvida para 2014 para o Mundial. “Eu espero que isso não dure até 2014”, disse. “Brasil terá de resolver o problema. A FIFA não tem a ver com isso. A Fifa não tem nada que resolver. Nós somos o alvo errado (das manifestações) e não somos as pessoas com quem tem de falar”, declarou.

Valcke também deixou claro que, apesar de o nome da Fifa ser amplamente citado nas ruas, o assunto não é dele. “É um problema do Brasil, não um problema da Fifa”, disse.

Questionado se não se sentia pego no meio dos protestos, ele apenas lamentou. “É uma pena. Não fizemos nada para estar no meio disso”, disse.

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